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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da beleza de um dia cinza

Decidi há pouco tempo que não gostava mais de dias cinzas. Logo eu, uma apaixonada pela cidade mais cinza do Brasil. Mas ontem, no meio de um domingo extremante cinza em São Paulo, eu olhei para a janela e admirei aquele dia que estava com uma cor-quase-cor. Não é claro e lindo como um dia ensolarado e nem fechado e, também, lindo como um dia de temporal. É um dia cinza e eu estava feliz e amanda aquela cor na minha selva de pedras.

Caiu a ficha.

O dia estava cinza ontem. E era um dia bonito. Talvez os dias cinzas mexeram muito comigo porque meu coração estava fechado para todas cores, inclusive a cor cinza. Parando pra pensar na beleza de um dia como ontem, percebi que quem eu sou e como estou define como vejo o mundo ao meu redor. As coisas se acertam com o tempo. O dia estava maravilhoso e eu estava com meu vestido novo azul e minhas unhas vermelhas. Eu estava feliz. Podem aparecer mais vezes, dias cinzas.

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar
(Marcelo Jeneci - "Felicidade")

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Do silêncio e não da falta de palavras


Ficar em silêncio não significa não ter mais o que dizer. Às vezes, significa que as palavras não ditas são mais valiosas. Não sei se o silêncio não comete erros, se é uma frase difícil de ser lida, se é ouro ou se a virtude dos loucos. Só sei que há tempo para falar e calar. E saber reconhecer isso é que faz a grande diferença.

Estar em silêncio não é não ter mais para quem escrever ou sobre o que falar, mas sim economizar forças que, antes, eram gastas desnecessariamente. Às vezes o silêncio inspira mais, faz transpirar em nós desejos e sonhos tantos. 

Ser silêncio não é estar só. Ser silêncio é ouvir mais. Ouvir o outro, quando você quer falar. Ouvir Deus falar ao coração de um jeito sublime. Ser silêncio é olhar mais, observar o mundo e suas cores. É se deixar levar por mil sabores. O sabor do beijo, o sabor do chocolate, o sabor do dissabor, o sabor do amor. O sabor do saber.

Silencio. Porque ser e estar em silêncio é, agora, estar em paz.

***

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu...
Eclesiastes 3:1 (NVI)

terça-feira, 10 de março de 2009

Do amor incondicional



Ainda que não existisse mais nada nesse mundo, haveria o Amor. E mesmo se tudo existisse e por mais importante que esse 'tudo' fosse, de nada valeria se não existisse o Amor. E é nesse Amor que eu creio, é para esse Amor que eu vivo, foi esse Amor que me escolheu muito antes de eu o escolher. Um Amor puro. Bonito. Singelo. Um Amor que luta por mim. Que sorri para mim. Que pula de alegria porque eu existo, que dança comigo, que me ensina mesmo quando eu não quero, que me levanta do chão quando eu, pela milésima vez, erro e bato cabeça na parede. Esse Amor é tão profundo que nada nesse ou em qualquer outro mundo se compara. Nada é mais importante daquilo que o Amor sente por mim. E eu amo esse Amor. Eu quero. Anseio. Necessito. Sempre e sempre mais.
Esse Amor me acalma durante a tempestade, me alegra na dificuldade, me embala no colo como um pai amoroso e eu, filha teimosa e por vezes ingrata, tendo a achar que não mereço o Amor. Mas o Amor me lembra que eu existo porque Ele quer, que Ele me mantém aqui porque tem planos maiores e melhores para mim. E não adianta explicar o milagre do Amor. Porque, como dizem, 'milagre não se explica, se vive'. E eu vivo um milagre novo diariamente. Eu tenho esse Amor do meu lado para a eternidade. E eu sei que o Amor é de verdade.

"Deus é amor"
(I João 4:8)

Escrito no dia 16/05/2008