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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Das minhas viagens...

De 2012 para cá, passei a acompanhar alguns blogs de viagens. Em junho viajei com marido para um final de semana em Campos de Jordão e não queria passar sufoco na viagem e comecei a pesquisar o que fazer e comer por lá. Foi a primeira experiência que tive em organizar viagem. Em 2010, por exemplo, viajamos para Cabo Frio e sabia pouco da cidade, do que comer e do que fazer por lá. A viagem foi ótima, mas sinto que se tivesse pesquisado mais, teríamos aproveitado infinitamente melhor as praias e tudo que a Região dos Lagos tem a proporcionar.

Pesquisar blogs de viagem me ajudou não só nos destinos que fiz desde então, mas também me fez ver a necessidade de se estabelecer um roteirinho básico sempre. Pode parecer chato, mas eu garanto: pesquisar vai ser prazeroso e você vai começar a sonhar e se empolgar com as cores e os sabores que descobrirá na cidade escolhida :)

Mas a primeira viagem totalmente roteirizada que fiz foi para Nova Iorque em setembro de 2012. Viajei com marido e cunhados. A Talita Ribeiro (que escreve nos blogs: Viagem e Voo e Jornalistas que correm), minha cunhada, é alucinada por viagens. Ela e o irmão, meu marido, amam a estrada como poucas pessoas que já conheci nessa vida. Com ele aprendi que a melhor coisa de poder ir para lugares mil é poder ter para quem e para onde voltar. E foi com ela que peguei a mania de pesquisar freneticamente sobre os lugares a serem visitados e, mais do que isso, aprendi que a viagem começa muito antes de você embarcar para seu destino. Fizemos um super roteiro do que queríamos conhecer, onde queríamos comer (isso é coisa séria nessa família) e quando viajamos já sabíamos qual museu ficava perto de tal restaurante e por aí vai.

Depois da viagem várias amigas pediram dicas do que fazer, aí escrevi um e-mail com os lugares que visitamos e minhas impressões sobre eles. Minha maior felicidade foi ver que cada uma aproveitou de um jeito especial. A Juliana e a Cláudia se apaixonaram pelo Five Guys, a Angela me fez inveja com as panquecas do Pershing Square e a Fran se jogou no melhor chocolate quente do (meu) mundo no Jacques Torres. Decidi compartilhar as dicas aqui no blog. Não sei quem vai ler aqui e se vai ajudar alguém, mas sei que Nova Iorque é um destino especial pra muita gente e o que aprendi é que cada um tem/faz a sua Nova Iorque.

Em breve postarei todas as dicas que mandei para minhas amigas e espero que ajude de algum jeito a viagem de alguém :)

domingo, 3 de março de 2013

Das paulistas-cariocas

Edredon. Iogurte grego com nutella. Calvin e Haroldo. Essas eram minhas companhias no sábado de manhã. O sol estava quente lá fora, mas um possível resfriado começava a aparecer e o frio era maior que tudo.
No celular, a mensagem da paulista-carioca, minha gêmea invertida*: veio do Rio pra Sampa e o almoço estava reservado pra mim. O projeto dos sábados sabáticos voltava a ativa.
Combinamos de nos encontrar na estação Consolação e depois de muito "sobe e desce" de escada, conseguimos nos achar.

A única parada do dia foi um passeio de gordinha: Tubaína Bar. Meu lugar preferido de São Paulo, o bar fica na Augusta, vende todas as tubaínas do mundo e tem coxinha de feijão. Um lugar que a coxinha é feita de massa de feijão e tem recheio de bacon não pode ser ruim. Sempre falo do Tubaína para todo mundo e já levei marido, amigos da faculdade, melhor amiga, mãe e irmãos. Além dos refrigerantes com sabor de infância e da coxinha de feijão, o cebiche de lá (feito com Sain Peter) é muito gostoso e pra mim tem um quê de "comfort food", já que uma amiga peruana fazia os quitutes de seu país para meus irmāos e eu quando éramos menores.

O queijo coalho com mel de engenho é uma boa pedida também e me lembra as férias passadas em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Pena que Veronica e eu não fomos tão gordinhas assim pra pedir a porção. Pra finalizar, o melhor bolo que já comi: macio, com calda quente de chocolate e raspas de cenoura em cima. Ah, devidamente acompanhado por uma café passado na hora e com gostinho de café da tarde de casa de mãe. É impossível não ser feliz numa cidade que te oferece tantos pequenos e deliciosos prazeres. E estar com uma das pessoas mais engraçadas que já conheci, faz o passeio ficar ainda melhor :)

Como o bar fica pertinho da Paulista, depois andamos pela avenida que mais tem a cara de São Paulo, conversando sobre o passado, rindo do nosso presente e sonhando sobre o futuro, mas sem muitos planos, porque no fundo gostamos de nos surpreender com o mundo ao nosso redor. A melhor coisa de ter uma amiga como Veronica é aprender sem julgar, ensinar sem ser julgada. As diferenças nos formam, nos fazem mais plenas, mais verdadeiras e, sempre, mais felizes.

*Veronica é minha gêmea invertida de estado, ela nasceu em SP e foi criada no RJ e eu nasci no RJ e criada aqui. Temos crises existenciais parecidas, TPMs alucinantes, gostamos de tortuguitas, temos biquínis iguais, temos muuuuitos irmãos (ela tem bem mais que eu), somos jornalistas que trabalham como produtoras e amamos televisão e, ah, somos perdidas e desastradas... isso explica como nos perdemos sempre nos metrôs da vida.