sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Das minhas mentiras e verdades - parte 2!

A Revelação!

Pois é, caros!
Demorei para voltar aqui. Ah, outra coisa que bem sei que poderia colocar aqui sobre mim é que sou desorganizada e que, simplesmente, às vezes não consigo dividir muito bem tempo.

Mas lá vai:

1) Corinthiana? Eca! Nunca, nunca, nunca!
Sou são-paulina desde pequena. Daquelas de ficar rouca, de gritar, chorar, ir no Morumbi e tudo o mais! :)

2) Sim, adorava a idéia de ser médica legista! Vai entender, não é? Mas já sonhei com tanta coisa, tanta que nem sei mais!

3) Conheci meu maridão na TV. Tudo começou numa história muito doida, mas já basta explicar que eu era a estagiária-perdida-desastrada e ele era o operador de áudio que se achava (rs!). Fazer o quê? "Os opostos se distraem, os dispostos se atraem".

4) Como disse Júlio Melo, a história do Maracanã é antiga, rs! Encontrei mesmo 90 reais e foi essa grana que me sustentou durante minhas férias no Rio de Janeiro!

5) Adoro as garotas Gilmore e a Rory me inspirou a ler, a amar o jornalismo e a amar a idéia de ser correspondente internacional, rs!

6) Sim, sou carioca. Mas só porque nasci lá mesmo, rs. Sou paulistana de corpo, alma e coração! ;)

7) No, thanks. Tenho cabelos castanhos e pinto o cabelo de vermelho!

8) Então... hahahaha... perdi as contas! E coloquei uma mentirinha a mais:
ODEIO beterraba!

9) Três irmãos de sangue... e muitos de coração e alma!

PS: Fiquei MUITO feliz em ver o Júlio por aqui!

PSII: Bibi e Carlos, parabéns! Mirian, quase lá bruxinha, rs!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Das minhas mentiras e verdades...

Tudo começou quando Júlio Melo indicou meu blog para a Senhora Bruxa dar uma olhada e aí ela e todos seus companheiros de caldeirão resolveram olhar no buraco da fechadura e 'me descobriram'...
Algum tempo passou, muito aconteceu! Júlio sumiu. Eu casei. Mirian Martin, a 'senhora bruxa'da história, trocou de endereço e a troca de palavras continua e, espero, continuará por um bom tempo...

Bom, vamos dar um basta nesse nariz de cera e ir direto ao assunto, vamos?

Fui desafiada por Mirian a contar nove coisas sobre mim e entre elas três coisinhas devem ser mentiras e as outras, lógico, verdades verdadeiras... :)

A idéia é passar para mais nove pessoas, mas meus contatos na blogosfera são pouquíssimos, hahaha! Por isso, deixo estar. Quem quiser, que tente me desvendar. Ou não!

Lá vai:

1) Sou corinthiana desde pequena.

2) Já pensei em ser médica legista.

3) Conheci meu marido na empresa onde trabalhamos.

4) Já achei noventa reais em pleno Maracanã.

5) Adoro aquele seriado "Gilmore Girls" e de tanto a tal da Rory falar na Christiane Amanpour, teve uma época em que queria ser correspondente internacional!

6) Sou carioca.

7) Sou loira, mas pinto o cabelo de castanho escuro.

8) Amo beterraba!

9) Tenho cinco irmãos.

Boa noite, boa sorte!

PS: Conto minhas reais verdades e mentiras depois...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ruas que se cruzam, vidas que se encontram...

E foi naquele instante que tudo mudou...

No cruzamento de uma rua e uma avenida qualquer, um esbarrão mudou o rumo de duas vidas.
- "Desculpa, foi sem querer... hã, perdão..."
- "Tudo bem, tudo bem. Era só o trabalho de uma semana inteira de madrugadas sem dormir.
Imagine, vai ser fácil, super fácil fazer tudo isso de novo. Meu Deus!"
- "É, desculpa moça. Eu, eu... é... não sei nem o quê dizer"
- "Calma, moço. Fique tranquilo, você só acaba de destruir minha vida e meu dia, nada que eu não resolva na próxima semana"
E foi depois dessa 'educada' frase que eles se ergueram e seus olhos se viram pela primeira vez. Mas, na verdade, não parecia a primeira. Ela já conhecia aquele olhar triste de algum lugar (quem sabe dos sonhos) e ele já tinha visto um olhar desconcertante igual ao dela.
Sorriram.
- "Qual é o seu nome?".
Ambos perguntaram. Mais sorrisos.
- "Sofia"
- "Pedro"
Eles não sabiam mas, de alguma forma, a vida deles jamais seria a mesma.
O semáforo parecia não abrir nunca e, pela primeira vez, isso foi uma glória. Aqueles foram os minutos mais felizes que os dois tiveram nos últimos anos (quiçá os minutos mais belos da vida inteira).
Os olhares eram tão intensos, as palavras eram tão puras e o aperto de mão de "adeus, foi um prazer" foi o mais sentido possível.
A rotina se repetiu durante vários meses (agora, sem esbarrões) e eles sempre faziam questão de se encontrar no mesmo cruzamento (menos às quartas, folga de Pedro). Valorizavam aqueles minutos do semáforo como nunca.
Até que um dia (e que belo dia) ele a convidou para sair. Nem Sofia sabe ao certo como isso aconteceu, mas a resposta foi imediata. "Sim". Parecia até que ela esperava por esse momento há séculos.
O primeiro encontro foi simples. Um cinema. No filme, uma frase que ficaria no pensamento dela para sempre. "Nunca houve corações tão abertos, gostos tão parecidos, sentimentos tão afinados...".
Depois dessa noite, a vida deles estaria ligada de uma forma mais intensa. Como um pacto. Um do lado do outro. Pra tudo. Sempre e pra sempre.
E os encontros no semáforo nunca acabaram, só que agora eles iam juntos até lá e tinham o mesmo destino.
Afinal, Sofia e Pedro sempre se pertenceram. Só não sabiam disso.

PS: Hello, stranger! ;)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Como é bom sonhar...


Estar perto de alguém todo santo dia, acordar do ladinho daquele que te escolheu para ser o par perfeito dele para sempre, estar a par da vida inteira desse alguém especial, ganhar (e dar) beijos e abraços em quem você quer muitíssimo bem e deseja ter sempre ao lado é quase como um conto de fadas.Mas a vida real não é lá essa fantasia.
Estar perto de alguém todo santo dia é, sim, acordar ao lado daquele alguém querido e especial e ver que não, ele não é perfeito e que os traços do rosto dele amassados (por conta daquela fronha cheia de detalhes e flores) foram desenhados com perfeição. Decidir escolher dividir uma vida com alguém é um grande passo, mas passo maior ainda é conseguir superar as pequenas diferenças e lembrar diariamente do voto que ambos fizeram um ao outro, a Deus e a todos aqueles que os querem bem: se amar e respeitar incondicionalmente... Estar perto de alguém não basta. E nem sempre precisamos só de amor e doses homeopáticas de romantismo. Bom mesmo é estar perto de alguém, amar esse certo alguém, respeitar, ser amado, ser paparicado, levar bronca, dividir segredos e outras mil coisas, quebrar regras e inventar algumas só para vocês, brincar, ser feliz, se completar, compartilhar a mesma fé, se descobrir, se revelar, se desvendar, sair sem rumo ou prumo e viver mil aventuras... juntos.


PS: 'Tá vendo aquilo? É infinito. Assim é meu amor por você'.
(Palavras dele para mim... Que fique assim prometido, então!).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Da minha origem...

O Rio de Janeiro, dizem, continua lindo, contudo, para mim, ele nem está tão mais lindo assim. Mas é nessa terra quente que as pessoas mais lindas do (meu) mundo se encontram. Cada um com seu jeito e papel de importância na minha vida, doce vida.
Os lindos desse meu mundo não estão na mesma casa ou no mesmo bairro, mas estão eternamente guardados dentro do meu coração...

A viagem começou cedo, bem cedo. Minha cara amassada, meu travesseiro com fronha com detalhes que parecem um jornal, meu cabelo bagunçado e amarrado e meu bom-mau humor matutino habitual denunciavam. Ainda estava escuro, o sol não havia nascido, mas eu até diria, se isso não soasse tão pateticamente alegre, que meu olhar brilhante e esperançoso seria capaz de iluminar um caminho todo.
Parada ali, parada aqui, pão de queijo e toddy, meu estômago nunca foi lá muito fresco, mas não é bom abusar. Volto para o carro e deito, me cubro com meu lençol gigantesco e durmo. Sonho com aquilo que já aconteceu, que não aconteceu e que ainda aconteceria e me deixaria com a impressão de que 'já havia vivido isso antes'.

Algumas horas depois, acordo com buzinas de ônibus, céu cinza e chuva. "Mas, oras, já voltamos para Sampa, terra da garoa?" - penso. Olho com atenção, observo as cores dos ônibus, as pessoas com regatas e havaianas e realizo que não, não estamos em São Paulo e sim só numa parte diferente do Rio de Janeiro, longe de Ipanema e de suas loiras com curvas belas, num dia atípico de chuva, mas, ainda assim, muito calor.
Vejo onde nasci, ligo para meu menino-amor que está em casa me esperando com saudade já, conto que tenho a nítida sensação de já ter passado ali antes e sou interrompida pela frase: "Sarinha, minha filha, você nasceu por aqui". Talvez eu conhecesse aquele lugar mesmo. Dos meus sonhos, do útero, das lembranças que nem eu sabia que tinha ainda. Minutinhos depois chegamos em uma das muitas casas que nos serviriam de ponto de encontro, cenário para histórias e lembranças mil.

Hora do almoço, hora de comer arroz, purê, carne assada e salada... Ah, a salada. Chicória, tomate e cebola nunca foram tão gostosos juntos, talvez o segredo seja o tempero da Vó Thereza: água com sal e limão, depois alho amassado, depois azeite e, quem sabe, mais um pouquinho de limão... por que não?
Depois do banquete regado a suco de maracujá, coca-cola e rivalidade entre Flamengo e Vasco, é hora de partir, re-conhecer outras histórias e pessoas, queridas pessoas.

Avenida grande e fácil de se perder, o ponto de referência é a praça. "Ah, aquela que passamos há dez minutos atrás???". Que coisa! Onde será que estaria o retorno mesmo? Depois de uma volta pela praça, pela avenida e pelo trânsito do Rio e de alguns motoristas nem sempre muito bons, nos deparamos com mãos acenando para nosso carro: chegamos!
Reconheço a casinha meio amarela na esquina e lembro das férias que passei lá, dos primos, dos tios, da piscina de plástico, das flores, do quintal, do cheiro e de tantas outras coisas. Aquela casa continuava lá, mas era em outra que eu passaria a tarde. Quase do lado da casa amarela, estava a casa "71-fundos" e foi lá que aconteceu um dos encontros mais emocionantes dessa minha trajetória carioca.

Tia, primas, tios e a minha linda índia... Vó Mara. Há tanto tempo que não a via, abraçava, sentia, cheirava e dizia bem no ouvido dela que eu a amava e que não importava o quão longe eu estivesse, o sentimento seria eterno.
Os cabelos da Dona Amara continuam pretos, bem pretos, fortes e lisos. Os 78 anos vida, seis derrames, oito filhos, incontáveis netos e bisnetos e tantos percalços dessa vida a deixaram um pouco mais magra, um tantinho mais cansada, menos sorridente, mas muito atenta a tudo e todos. É emocionante ver como ela lembra de nós, mesmo que não consiga expressar isso com muitas palavras, o olhar dela diz tudo e as lágrimas que rolam por aquela face bonita e sentida simbolizam tudo o que é ser família.

As mãos fortes dela me impressionam, as mesmas mãos que me davam pirão quando eu era pequena, os dedos longos me fazem lembrar de como ela era quando eu e ela éramos mais novas e não havia a distância física entre nós.
Me despeço com lágrimas nos olhos e voz embargada, quase não tirei foto, tal momento não conseguiria ser melhor registrado do que pelo meu próprio coração.

As ruas de Bento Ribeiro abrigam crianças na calçada, pipas no céu e muitos sonhos. Um pedido: Deus abençoe a minha família. Seguimos pelas ruas e quebra-molas do Rio e vamos nos perder em outros braços e lembrar dos laços criados. De sangue, de afeto, de amor, de coração. Isaac, Daniel, Rebeca, Talita, Ana, Lucas e eu. Tantas gerações unidas numa tarde simples de calor.
Depois de lanches, risadas, abraços, fotos, comprinhas básicas, chegou a hora de ir embora...
"Entregamos" todas as crianças nos devidos lares e compartilhamos mais histórias, mais coisinhas pequenas e singelas que fazem toda a diferença...

PS: Dia especial, feliz e muitíssimo belo!
PSII: Sr. André Martin, muito obrigada pelos comentários e, pode deixar, estou de volta! ;)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Diário escancarado...



Revelação.

As palavras que agradam são seguidas por palavras cortantes. Nada demais, apenas rotina, parte da trilha, dessa sina que me (per)segue, que me corta, que me alegra, que sufoca, que... Tantas dúvidas, tantas perguntas, mil e uma respostas e soluções... será?

Faz-fez-fará parte do meu dia.

Alfajor, chocolate, doce de leite, suspiro. Milla, Billy, Mallu. Nervosismo. Sentimento triste num coração apertado. Coração que tem muito do que se alegrar, mas insiste em chorar, chorar e... E o que será que será que vai acontecer?

Segunda parte do dia. Segundo capítulo. Segundo ato.

Caminhar. O centro de Sampa nunca pareceu estar tão cinza, tão triste e sem cor. Ou será que a cidade que não pára estava sendo um reflexo desse meu dia insípido e incolor? Não foi um dia de sol e a chuva desceu com muita intensidade. Choveu, choveu, valei-me... um dia de chuva sem sol antes... não há arco-íris para colorir o céu e o meu sorriso... e agora, José?

Toda tristeza tem um fim...

Caminho. Caminho cheio de paralelepípedos... cheio de personagens inusitadas... cheia de obstáculos (e a caixa de alfajor não pode cair no chão, não, não pode!) e o meu salto alto não ajuda muito... prefiro os pés no chão, ou, então, mais próximos dele.
Do lado direito, um portão conhecido, quem sabe lá poderia encontrar alguém para compartilhar essas coisinhas chatas dessa rotinha minha. Mas chego lá e... no que é que vai dar?

C'est Fini.

Vai, minha tristeza. Vá, vá. Pra bem longe. Com tristeza não dá. Não dá para aproveitar tudo aquilo que ainda viverei. Quem me mostra isso? Um sorriso de uma criança. Tão bonito aquele menino. Tão sincero e sentido o abraço dele... a risada... a esperança que ele me passou.
Aí no final do dia a gente vê que são mesmo as coisas simples dessa vida que são uma delícia...
E eu estou cercada delas... Hora de aproveitar?

PS: Hora de comer alfajor. De ser corajosa. De me inspirar. Procurar motivos para sorrir e reconhecer os que já tenho...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Do que fui, do que sou, do que serei...


Duas mil e oito coisas (ou mais) aconteceram nesse ano que provou que não, o tempo-não-pára e que a vida está aí é para ser vivida mesmo. Passei por tanta coisa, vivi tanto, amei muito, sorri, passei de menina com all-star sujo para mulher (os mais chatos já me chamam de senhora) com um lar, doce lar e uma família linda para construir.Esse foi um ano de prosa e poesia. Esse foi um ano de me perder em canções antigas e bonitas, em canções novas e encantadoras. Foi um ano para me perder nos traços do meu menino e me (re)encontrar nas linhas e nas trilhas que divido e dividirei com ele. Foi um ano em que o mundo deu voltas, em que conheci tanta gente bacana, em que troquei palavras sinceras, bem-vindas e queridas com pessoas que, antes, não estavam na minha vida. Foi um ano onde o virtual por muitas vezes foi mais bonito e sincero que o real.Muitos dias desse ano foram dias atribulados, mas quanto maior a luta, maior a vitória. E as noites passadas no hospital cuidando daquela que é minha origem, daquela que é meu abrigo, da minha mãe-melhor-amiga são prova de que a vitória é sim nossa companheira.Esse foi um ano de decisão. De escolher caminhos, de definir lemas, de escrever palavras certas e erradas, de ser sincera. Foi um ano sentido. Cheio de sentimentos bons-e-plenos. Foi prévia do que me espera. Foi um pedacinho do que fui e do que serei: Menina. Sorriso pleno. Olhos castanhos cheios de amor e outras coisitas mais. Mulher. Pés que trilham caminhos (in)certos. Mãos que tocam, que escrevem, que acariciam. Coração pulsante, vibrante. Tudo isso e muito mais (que ainda descobrirei).

Por Sara Martinez

PS: Martinez. Sobrenome que desde o dia 15 de novembro carrego comigo. Não só num papel ou numa aliança. Mas numa parceria real e sincera, cheia de altos e baixos, verdades e dores, amoras e amores.