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sábado, 2 de fevereiro de 2013

De tudo que poderia...

amar
apagar
acabar
recomeçar

inspirar
transpirar
sonhar
acordar

caminhar
abandonar
relembrar

ser

traduzir
saber

apaixonar

lembrar
amar


[você?]

***



"Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão."

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Confissões - parte 4


Alguém disse que paixão dura até dois anos e que muitos casais se separam depois desses tais anos juntos, a maioria separa porque vê que não era amor, que era apenas fogo, paixão e que não conseguem mais dividir cama, mesa e banho.
Casamento é coisa séria. Eu não fui pedida em casamento, eu aliás nem queria começar a namorar, sempre quis estudar, alçar novos vôos e quando pensasse em namorar, seria algo sério. Careta, eu sei. Careta para os dias de hoje, mas não ligo, essa foi minha educação e não me arrependo de ter esperado tanto e respeito quem pensa diferente.

O Tiago apareceu na minha vida numa época muito tensa, eu era uma moleca, ia trabalhar de all-star, calça larga, camisa de futebol e cabelo amarrado. Nós nos tornamos bons amigos, ele estava envolvido num relacionamento sério com outra pessoa e eu envolvida com meus próprios planos: a faculdade, o estágio na TV e um horário doido para trabalhar (madrugada cercada por homens, graaaandes profissionais que me ensinaram quase tudo o que sei). Tempo depois, ele e a namorada da época (hoje uma amiga minha) terminaram e nossa amizade se intensificou. Simplesmente porque tinha que ser e a gente quis investir em algo mais sério. Minto. Ele quis investir, eu relutei. Me fiz de difícil, de quem não queria nada com ninguém... mas me rendi. Ele conheceu minha família, eu conheci a dele, a amizade e parceria só aumentou. Um ano depois ficamos noivos e depois resolvemos casar.

No final de 2010, comemoraremos dois anos de casamento, as tais bodas de algodão. Não serei hipócrita: não foi tão fácil quanto as novelas, os contos de fadas e toda essa banalização de relacionamentos nos mostram. As qualidades e os defeitos afloram mais quando se vive junto com alguém, fui percebendo e descobrindo coisas que, antes, nem imaginava. Percebi que o café que ele faz é mais gostoso que o meu, que ele sempre deixará a toalha em cima da cama ou do sofá, que eu ainda tem medo da panela de pressão, que não gosto de dormir sozinha, mas não consegue dormir abraçadinha igual naqueles comerciais (afinal é preciso espaço!). Realizei o quanto sou chata quando estou na TPM, admiro o lado gentleman dele quando me pega no colo (depois capotar de cansaço no sofá) e me coloca na cama, dou risada e acho raiva - e quase sempre graça - do jeito Shrek de ser dele quando está jogando videogame e eu passo na frente da TV. Não consigo entender como gosto mais de futebol do que ele (afinal ele prefere as novelas e briga comigo quando torço contra o casal protagonista), ele se irrita comigo quando esqueço de pagar aquela conta que ele pediu, eu morro de raiva quando ele esquece de fazer qualquer coisa que pedi também e por aí vai... Coisas simples e sérias, se não forem bem resolvidas podem se tornar uma bola de neve!

Durante todo esse tempo tivemos que gritar, calar, aprender, ensinar, amar, fazer bico, ceder espaço, dar mimos. Eu me tornei mais mulher, pinto as unhas e os cabelos de vermelho, aprendi a cozinhar e às vezes trabalho 12 horas por dia. É, eu cresci. E ele também. Vez em quando passa dez dias na estrada e apenas um em casa, mas criamos um lema nosso e o levamos a sério: "não importa quanto tempo ficamos longe um do outro, temos que fazer valer a pena o tempo juntos". Ficou assim combinado e tentamos aproveitar cada segundo juntos.

A gente sempre deixou as coisas acontecerem naturalmente, sem forçar a barra, respeitando o tempo e o jeito um do outro. Logo, fará quatro anos que começamos o nosso e-terno namoro e as coisas só melhoram e se intensificam. E... bom, não só as coisas boas se intensificam. O jeito irritante (dele), a teimosia (minha), as caras feias e, vez em quando, fechadas (nossas) também. Tudo isso vai aumentando e a gente vai se amando, se entendendo, se rendendo, se completando.

E eu, aqui, termino mais essa confissão.

PS: Bem "querido diário" mesmo, saudade de escrever algo pessoal.

***

Pra relembrar:
Confissões, parte 1.
Confissões, parte 2.
Confissões, parte 3.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Efeito Borboleta

Aí você pára e pensa: será mesmo que gostaria de mudar alguma coisa? Tirar uma linha dessa história doida, doída, sentida, sem sentido? Será que se, realmente, você pudesse mudar alguns fatos, desfazer algumas coisas, você faria? Será que um simples ato que tivesse sido cometido de outra maneira, mudaria a ordem e a dor dos fatos de hoje?
Será que você trocaria tudo o que é por aquilo que gostaria de ser? Não, não é?

Quando a gente é pequeno, a gente teima em idealizar (mesmo que nem conheça essa palavra direito) a família perfeita. Você pega todos os defeitos da mãe, do pai, dos irmãos, dos tios e primos e simplesmente sonha que se você pudesse re-criar um novo cenário e enredo para a sua vida, você jogaria todos esses defeitos fora e viveria, por exemplo, numa casa onde todos torcem para o mesmo time, onde você pode tomar coca e comer chocolate o tempo que quiser, onde você possa não brigar com aquela sua prima que teima em usar o vestido igual ao seu na virada do ano novo e depois inventa que você falou mal dela e por aí vai. Você sonha com um lugar perfeito. Sem altos ou baixos, apenas uma trilha reta, sem voltas, curvas ou obstáculos.
Mas, no fundo, você sabe que isso é impossível. Então, você torce para que quando você crescer, você encontre algo perfeito. Que você aprenda a viver perfeitamente e que não repita os erros cometidos no passado.

Aí você cresce. Você vive tudo novo, de novo. E nada é aquilo que você sonha, nada é aquilo que você espera. É tudo muito mais. Muito mais intenso, muito mais sincero, muito mais real, muito mais bonito até, muito mais feio e podre também, muito mais tanta coisa que você já nem consegue entender.
Você estuda, dá o melhor de si para ser uma boa pessoa, começa a conhecer novas pessoas, viaja para lugares bonitos, vive intensamente cada dia.

Depois de muito tempo (ou nem tanto assim) você lembra de todos os sonhos que você tinha, de toda a família que você sempre idealizou e daquela que você realmente teve. Lembra que todos os momentos que passou com sua mãe são fantásticos e que quando você tiver uma filha quer dar o nome cheio de graça para ela e deseja que ela seja aquela que traga felicidade, assim como você foi a princesa que um dia nasceu e brilhou na vida de um casal apaixonado. Lembra que, juntamente com seu irmão chato, você construiu castelos de caixinhas de perfumes e cabanas e palácios de cobertas, edredons e afins. Lembra que com a irmã de cabelos cacheados lindos, você brincou de contar estrelas, você arrumou mil apetrechos para enfeitar as madeixas e por aí vai. Lembra que, depois de um tempão, Deus deu a oportunidade de vocês escolherem aquele que seria um mega-ultra-super irmãozinho do coração. Depois de todas essas memórias e outras tantas... Você vê que, com certeza, a família real e cheia de defeitos é bem melhor do que a ideal.

Quando você cresce o bastante para poder querer construir uma nova família (aquela que será ‘sua’, que você construirá junto com alguém que escolheu para amar). Junto com aquele menino bonito que você escolheu e deixou-se ser escolhida para amar, vem uma bagagem muito importante. Vem um sorriso bonito no cantinho da boca e mais diversas coisas bobas e sérias: palavras sussurradas ao pé do ouvido, conversas por horas na madrugada, declarações e confissões de tudo (ou quase tudo) que ele já foi e fez nessa vida, lembranças de um passado sentido. Ele conta para você todas as coisas verdadeiramente marcantes da vida dele.

Ele sempre foi o preferidinho da avó que preparava para ele miojo, hambúrguer, bolinho de chuva e arroz à grega. Ele lembra das saídas fantásticas que fazia com o pai pelas ruas da cidade de São Paulo e na voz dele, você percebe uma certa nostalgia, um clima de saudade daquilo que um dia ele foi e uma vontade enorme de constituir uma família bendida. Ele te conta que não parece quase nada com a mãe, pelo menos não fisicamente, mas que ele a admira com toda a força que tem e não entende o porquê de tanta coisa que aconteceu, mas o coração dele é bom e ele ama a mãe incondicionalmente e que ele quer ter um pouco da garra que ela tem um dia, aliás ele se acha bem parecido com ela nesse aspecto. Ele fala da irmã linda, com personalidade forte tanto quanto a dele, mas, ao mesmo tempo bem diferente dele, mas, ainda assim, muito especial e amada e mãe de duas crianças fantásticas. Um menino sapeca demais que, sim, precisa de uns puxõezinhos de orelha, vez em quando e quase sempre, mas dono de uma inteligência fantástica; uma menininha danada, moleca, levada da breca, com um nome forte, com lábios carnudos, com cabelos lisos e cachichos nas pontas, com sorriso gostoso e cheirinho delicioso.
Ele lembra, com uma emoção enorme, daquele dia na torre... A vez em que abraçou com tanta força e aliviou o choro daquela que é não é irmã de sangue dele, mas que ele considera muito chegada e quase como uma irmã por opção mesmo.
Ele conta as histórias com um quê de realismo fantástico do avô que já quase matou patrão com a peixeira e por aí vai...

Lembra e compartilha com você esses momentos vividos num quintal mágico e cheio de fantasias mas, ao mesmo tempo, muito sério e sincero, sentido e real... Um quintal que hoje já não mais abriga os sonhos e tantas coisas bonitas do passado, mas que ele ainda acredita que será um palco para as outras mil gerações. Você já se sente parte dele, literalmente. Ele conta para você os detalhes da trajetória confusa e complexa que seguiu até hoje e que, inevitavelmente, você começa a admirar e tentar entender, mesmo que seja muito, mas muito difícil. Mas aí você lembra que entender é muito pequeno e que não vale a pena perder o encanto de certas coisas, mesmo que isso pareça fantasioso demais.

terça-feira, 17 de março de 2009

O que será que será?

Um lado Amélie...



Para tocar...

Um certo Amor...



Tão Sentimental...



Fui?

Sou?

Serei?

PS: Entre links, suspiros, linhas e palavras... eu vou. E a falta de tempo e a sobra de falta nesses nossos dias, me faz perder um pouco a inspiração.

PSII: Enquanto eu vivo de lembrar quem fui, sou e serei. Meu amigo-irmão-padrinho Carlos, enfim, lembra o dom fantástico que Deus o deu e nos presenteia com um belo texto! Vai garoto... ;)

terça-feira, 3 de março de 2009

Confissões - parte 3


De como nos conquistamos...

Eu, definitivamente, não queria me envolver. Nem com ele ou com qualquer outro alguém (pelo menos, não tão cedo). A história dele também não era lá das mais simples, afinal ele era muito intenso e emendava um relacionamento-tenso atrás do outro, ele tinha pressa, a pressa de quem quer amar e ser amado, mesmo que não dê certo. Minha história não era menos ou mais in-tensa que a dele, mas era tão bela e sentida-sincera quanto, nós éramos distintos, opostos, dispostos, tão-não iguais, não-tão diferentes e por aí vai, coisas da vida...

Eu era uma menina bobinha que nunca tinha namorado ninguém antes, mas não era por isso que eu não sabia o que era o amor, o que era olhar para alguém e sentir atração. Eu apenas não queria quebrar a cara, não naquela época, não com meu melhor amigo, não com ele. Mas as histórias dele me cativavam, o olhar bobo-belo e o par de esmeralda que ele tem como olhos me deixavam louca. Ele era mesmo um cara especial, cheio de segredos, cheio de charme (um quê irresistível de timidez misturado com sinceridade extrema: daquela que te faz tremer nas bases, verdade latente, pulsante e extrema, cara-a-cara, ou é ou não é).

Ele me conquistou lá. Lá naquela época. E eu o conquistei. O conquistei exatamente do jeito que sou. Somos um para o outro imperfeitos mesmo. Não queremos ser a princesa e o príncipe dos livros bonitos fantasiosos que existem... Queremos ser assim mesmo. Intensos, sinceros, duas crianças, dois adultos, duas pessoas que se amam, que se merecem e por aí vai.

Desde o primeiro encontro, muita coisa já mudou. Desde o primeiro beijo, tudo mudou. Eu não tenho mais medo de me entregar a ele, mas, admito, sinto borboletas no estômago sempre que ele chega depois de três dias de viagem em casa. Desde a primeira briga, muito aconteceu. Nós choramos, nós, discutimos, nós nos amamos, nos reconhecemos em meio a palavras ao pé do ouvido, nós nos entregamos de corpo, alma, unha e carne um ao outro. Desde a primeira noite juntos, desde o dia em que disse sim para ele, desde o dia em que nos entrelaçamos e nos amarramos definitivamente, tudo aconteceu. Hoje ele me conquista diariamente, não é um conto de fadas, sei disso. Não é o que pensei, não é o que sonhei... é mais, muito mais. Mais do que pedi, sonhei e almejei. Somos e estamos. E não basta... queremos e (nos) conquistaremos sempre mais.

***

E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta, Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta, E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida...
(Fernando Pessoa)

***

Na foto: Olhares. Ele bobo e eu babona, rs. No nosso dia, grande dia.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Confissões - parte 2



Opostos...
Dispostos (até o fim)...


Amar não é só um conto de fadas, cheios de coisas boas, quase como um filme bonito onde o mocinho nunca é o vilão e a mocinha nunca age feito a megera da história. Não é, não. Amar é conviver com os altos e baixos da vida, é lembrar que coisas pequenas podem virar uma bola de neve.
A menina da história aqui soube reconhecer isso nos primeiros meses de relacionamento com aquele moço bonito (aquele dos olhos verdes, aquele que coloriu um mundo cinza). Em primeiro lugar, as diferenças eram tão grandes que eles quase se encaixavam na máxima que afirma "os opostos se atraem", mas eles preferiram se enquadrar na bonita frase "os dispostos se atraem". E aí é que está o segredo. Disposição.
É preciso estar disposto pra encarar as realidades da vida a dois. Os pequenos detalhes, as coisas mínimas que para um significam o mundo e que para outro são coisas mínimas e desimportantes mesmo. É preciso entender que há dias para salto alto, dias para chinelo havaianas, dias para pés descalços, dias de festas, dias de simplicidade e que, vez em quando, um quer uma coisa e outro quer outrav (que, quase sempre, é exatamente o oposto extremo).
É preciso saber a hora de engolir o choro e os berros, mas é preciso saber o tempo certo de extravazar, gritar e, até mesmo, discutir, não é? É.
Até hoje, a menina da história aqui lembra bem de cada vírgula de cada conversa bo(b)a e séria que teve junto com aquele que é e será seu par. Hoje eles já lembram que a vida que eles escolheram viver juntos não será um mundo cor de rosa, e sim algo como uma montanha russa de sentimentos, verdades e emoções...
É preciso isso e mais um tanto de coisas que a menina da história ainda não sabe. Mas são coisas reais, de uma vida real com um quê de "conto de fadas" ou, apenas, um quê de poesia e amor, que ela compartilhará (eternamente) com o seu menino...

(Continua... ainda...)

***

"Os opostos se distraem...
Os dispostos se atraem..."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Confissões


Mais uma versão do encontro

Era noite. E já era bem tarde. Depois de um cinema, as conversas deram espaço a sorrisos, risadas, olhares e confissões. Dois seres humanos pateticamente sozinhos, bom amigos e grandes companheiros perceberam que, enfim, o que todos diziam poderiam sim ter um tanto de verdade. Mas quem daria o primeiro passo? Ele já havia declarado há tempos: não sabia tomar iniciativa. Ela nem sabia como começar algo assim. Era bom, então, as coisas acontecerem naturalmente. Clichê básico e extremo. Mas era assim que tinha que ser. E foi.

Depois de três horas ou mais de "blá, blá, blá", mãos entrelaçadas, olhares que se perdiam e se (re)encontravam a todo instante, sorrisos bobos (antes bobos e sem-graça, naquele momento bobos e apaixonados), a frase, enfim, saiu. Ele já não queria ser assim-assim apenas amigo, queria mais. Ela tinha medo, triste que era, tinha medo de sair da comodidade de sua solidão e investir em algo novo, que sim poderia ser bonito, mas ainda era novo e ela teme novidades...

Depois do tal pedido (que nem foi tão direto e sim algo mais ou menos assim: "se eu te pedir pra namorar comigo?"), ela pede um tempo. Pra pensar, pra rever conceitos, pra perder o medo, pra (re)pensar, pra ter certeza. Ele diz que espera por ela o tempo que for preciso. Daí já é possível imaginar. Mas, para aqueles que ainda não dão espaço aos sonhos, eu explico: uma semana depois, ela diz sim. Sim para o amor que cresceria, sim para as alegrias que compartilhariam, sim para a vida que ela sempre sonhou ter e que não pensava conseguir tão cedo, sim para as tristezas e vitórias do caminho que juntos trilhariam...

Dois anos depois, dois dias dos namorados juntos, dois aniversários dele, dois dela, um cachorrinho que já é quase um filhinho, planos que não são mais dele ou dela e sim dos dois juntinhos, idéias que os fazem perder o chão, abraços arrebatadores e beijos que selam um só amor, eles se preparam para tomar um passo maior...

(Continua...)

PS: Porque ele me faz bem, tão bem...

***

"Eu encontrei quando não quis mais procurar o meu amor..."

***

Originalmente postado aqui...