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sexta-feira, 21 de março de 2014

Das delicadezas todas

tarde chuvosa, mas não aconchegante o suficiente para ir para casa e dormir. o tempo tem dessas. dia de sol, mas não tão bonito. arco-íris no final da rua e nada de beleza no quarteirão. a vida tem dessas. mas daí a gente percebe que as delicadezas todas estão nos detalhes que deixamos passar.

o guarda-chuva amarelo. a regata branca que só é possível usar em dia de verão e que fatalmente é manchada pelo picolé de chocolate que tomamos sem pretensão alguma de manter a dieta. a junção de cores que só o arco-íris tem. os detalhes, pequenos ou não, fazem a diferença no jeito que a gente decide ver e sentir o mundo ao redor.

das delicadezas que deixamos de ver.
[mas que nos são tão bem-vindas e necessárias]

é disso que a vida é feita.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Dos dias cinzas

Das verdades tardias que doem. E das feridas que demoram pra fechar, mas que cicatrizarão um dia, quiçá. Dias cinzas são feitos de coisas assim. São feitos da espera da dor passar, são feitos das lágrimas que rolam pela face.

Os dias cinzas são complicados porque estão bem no meio. Não são brancos ou pretos, são simplesmente dessa cor-quase-cor. E ela gosta dos extremos. Que seja dia ou noite. Que seja sol ou temporal. Mas um dia cinza sem qualquer emoção faz o coração apertar, traz à memória todas as coisas que não foram e aquelas que deixaram de ser naquela tarde de junho.

Depois da tempestade, vem a bonança. Depois de um dia de sol e chuva, tem o arco-íris. Mas o que vem depois de um dia apenas cinza? O que vem depois de um dia quase sem cor? Talvez todos os “e se...”. E se o sol sair? E se a chuva começar? E se o dia melhorar? Pena que não dá pra viver de possibilidades. A vida real acontece enquanto o dia cinza não clareia nem escurece. 


***
"Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja"
(Marcelo Camelo)