você conseguiria ficar feliz durante 100 dias seguidos?
a pergunta é direta, já a resposta... nem tanto.
há
60 dias, quando eu comecei o desafio no instagram, fiquei um tanto apreensiva, pois
achava que não conseguiria manter a rotina de postar uma foto por dia
com algo que tivesse me feito feliz no dia. também fiquei com medo,
acreditando que pessoas que me seguiam não entenderiam a ideia e
achariam que eu queria "me mostrar". mas, de todo o jeito, parei e
pensei em tudo de bom o que tinha acontecido recentemente na minha vida e
percebi que as coisas que tinham me deixado mais feliz eram aquelas
simples e que eu não havia planejado. sendo assim, comprei a ideia e
passei a postar todo dia uma foto de algum momento feliz.
mas...
existe a tpm, existe o stress diário, existem tantas coisas que deixam a
gente triste que dia ou outro não postava nada, não queria que fosse
forçado, sabe? agora já passei da metade do desafio, hoje é o dia 60 e
sei que ainda falta mais de 1 mês para o término, mas já consigo
perceber a diferença. primeiramente eu vi que não preciso provar nada
para ninguém e que coisas simples como um doce, uma noite em casa com
meu marido, terminar a leitura de um livro me deixavam muitíssimo feliz e
que eu realmente não preciso de muita coisa para viver bem.
acredito
que existe a supervalorização da tristeza. em 2013 eu passei muito
tempo falando de momentos tristes, das coisas chatas da vida e de como
tudo isso me atingiu, meu formou e moldou. em 2014 minha ideia é ser
ainda mais gentil com o próximo, é valorizar mais os pequenos e breves
momentos com amigos e familiares, é ler qualquer livro que ainda está
parado na prateleira, é me deliciar com doces e sabores diferentes e já
conhecidos, é sentir a paleta de cores aumentar a cada nascer e pôr do
sol que vejo. então, bóra falar mais vezes de coisas boas e felizes :)
a vida é boa. ser feliz é simples. basta seguir em
frente. basta se abrir para o novo. basta querer.
tarde chuvosa, mas não aconchegante o suficiente para ir para casa e dormir. o tempo tem dessas. dia de sol, mas não tão bonito. arco-íris no final da rua e nada de beleza no quarteirão. a vida tem dessas. mas daí a gente percebe que as delicadezas todas estão nos detalhes que deixamos passar.
o guarda-chuva amarelo. a regata branca que só é possível usar em dia de verão e que fatalmente é manchada pelo picolé de chocolate que tomamos sem pretensão alguma de manter a dieta. a junção de cores que só o arco-íris tem. os detalhes, pequenos ou não, fazem a diferença no jeito que a gente decide ver e sentir o mundo ao redor.
2012 foi um ano que aprendi muito! Amadureci mais do que em qualquer outra fase. E é tão interessante ver que os erros e percalços do caminho é que me fizeram chegar aqui. Me fizeram assim. 2013 começou cheio de desafios e, claro, mais aprendizado. Novos oportunidades de trabalho, novos amigos e tanta coisa nova... Como conciliar o novo com o que já está há anos na minha vida? Com fé, esperança e amor, sempre. E foi num balanço recente que parei para pensar que ia fazer 27 anos me deu um pouco de medo.
Fiquei mais velha no dia 24 de outubro e pela primeira vez parei para pensar seriamente "nos 30 anos". Sim, eles estão chegando e fatalmente comecei a pensar: o que já fiz na vida? Que lugares conheci? Quem cativei? O que estou fazendo para me tornar uma pessoa melhor?
Pensei, pensei e pensei. O bom disso tudo é que fiquei feliz com o resultado. Sei que ainda tenho muito para fazer e conquistar, muito para aprender, mas o que e quem tenho do meu lado hoje me fazem muito bem. Pais que são amigos e exemplos e me amam incondicionalmente. Três irmãos mais novos, que compram minhas brigas, assim como eu compro a deles, parceria para a vida toda. Sou casada com meu melhor amigo, meu companheiro de riso, caretas, cicatrizes e aventuras. Amigos que mantenho desde o pré, colegial, faculdade e primeiros anos de estágio. Em 27 anos, morei no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Saltei de paraquedas. Conheci Lisboa, Paris, Sevilha, Campos do Jordão, Belém, Ubatuba, Nova Iorque, Orlando e Miami e quero conhecer tantos outros lugares por esse mundo afora. Trabalho desde os 18 anos no mesmo lugar, pode parecer algo sem emoção, eu mesma já pensei nisso, mas quer saber? Aprendo e ensino diariamente lá, tenho uma equipe querida e fiz bons amigos. Toda vez que uma pessoa diz que foi abençoada por meio de um dos programas que colocamos no ar, vejo que o trabalho vale a pena. E isso me faz bem, me faz ter paz e fé para os dias e anos que ainda virão.
Passei meu aniversário com aqueles que amo e recebendo amor concentrado em forma de presentes, palavras, beijos e abraços. A vida é boa. Perdi o medo de ficar mais velha e ganhei esperança e força pra trabalhar mais, escrever mais, sonhar e realizar mais. Que venham os 28, os 29, os 30, os 50, os 80... Que venha a vida. Que eu viva a vida.
Decidi há pouco tempo que não gostava mais de dias cinzas. Logo eu, uma apaixonada pela cidade mais cinza do Brasil. Mas ontem, no meio de um domingo extremante cinza em São Paulo, eu olhei para a janela e admirei aquele dia que estava com uma cor-quase-cor. Não é claro e lindo como um dia ensolarado e nem fechado e, também, lindo como um dia de temporal. É um dia cinza e eu estava feliz e amanda aquela cor na minha selva de pedras.
Caiu a ficha.
O dia estava cinza ontem. E era um dia bonito. Talvez os dias cinzas mexeram muito comigo porque meu coração estava fechado para todas cores, inclusive a cor cinza. Parando pra pensar na beleza de um dia como ontem, percebi que quem eu sou e como estou define como vejo o mundo ao meu redor. As coisas se acertam com o tempo. O dia estava maravilhoso e eu estava com meu vestido novo azul e minhas unhas vermelhas. Eu estava feliz. Podem aparecer mais vezes, dias cinzas.
Você vai rir, sem perceber Felicidade é só questão de ser Quando chover, deixar molhar Pra receber o sol quando voltar (Marcelo Jeneci - "Felicidade")
Quando pesquisava sobre a viagem para Nova Iorque ano passado, cada pessoa colocava alguma atração como obrigatória. Não teria como eu conhecer tudo em dez dias, mas amei cada escolha que fizemos. E tenho uma lista enorme de lugares para visitar das próximas vezes que voltar a cidade. Sim, eu quero, preciso, desejo visitar outras vezes Nova Iorque :) -City Pass
Principais atrações de NY por US$ 106 dólares :) Nós não usamos e agora não lembro direito porque, mas se informe sobre o City Pass, acho que pode ser uma boa opção. Mas a Rapha, do blog Rapha no Mundo já usou e contou sobre lá no blog dela. Aliás, o blog dela foi um dos que mais me ajudaram a sonhar com Nova Iorque. Vale a pena a visita :)
Uma noite no museu
- Museu de História Natural: é sugerido um
valor para você pagar, ou seja, você pode entrar sem pagar nada, eu paguei o valor integral, porque acho sinceramente que vale a pena. De qualquer
forma, é uma das atrações que o New York City Pass dá entrada. Eu queria muito
conhecer esse museu, quem já assistiu Friends, sabe da fama do museu por causa
do personagem Ross Geller. O Museu de História Natural é enorme, tem quatro andares, uma coleção de
fósseis incrível. Fica perto do Central Park e é parte do cenário Uma Noite no
Museu.
- Metropolitan Museum of Art (também MET ou Metropolitan). Mesma coisa do Museu de História Natural em relação ao
preço, você pode pagar quanto quiser. É lindo demais! Meu museu predileto. A
parte egípcia é bem bacana, tem esculturas lindas. Tem quadros de Mondrian, Miró e Picasso. O jardim no no terraço é aberto ao público e vez em quando tem exposições lá também! - MoMA: Tem Monet, Matisse, Picasso e Mondrian. Antes de ir, pensava que se por acaso tivesse que escolher entre ele, o de História Natural e o MET, cortaria o MoMA sem dó nem piedade, mas me apaixonei por esse museu e pelo Jardim das Esculturas (do lado de fora e que rende lindas fotos). "Estou exatamente onde deveria estar", é a frase que eu penso quando lembro desse jardim. Por alguns minutos sentei afastada e fiquei observando tudo ao meu redor e pensando o quão abençoada eu era de conhecer um lugar novo. É um dos meus jardins secretos pelo mundo, para entender o que é um jardim secreto, clique aqui.
'Big lights will inspire you'
- Top of theRock: observatório que fica no Rockefeller Center. Vá no final da tarde (antes de escurecer) e vá
tirando foto da cidade até a noite, enquanto as luzes se acendem. Ver Nova Iorque de cima é uma coisa linda e única. Sem contar que escolhendo ir nesse observatório, você consegue uma foto linda com o Empire State de fundo, o famoso prédio com mais de 100 andares e um dos símbolos da cidade. - Estátua da Liberdade:O
passeio em si é chatinho, mas eu aconselho ir nem que seja uma única vez. Por quê? Você terá lindas fotos da Brooklyn Bridge, novas torres do
World Trade Center, da linda Manhattan e da própria estátua. E também acho interessante ir por causa do símbolo
que a estátua é.
- Intrepid: Meu
lado moleque ficou louco nesse museu aero espacial! Compre o ticket que dá direito a entrada no Growler
(submarino). Se for claustrofóbico, vá só ao museu, não aconselho ir no submarino, eu descobri da pior forma que odeio lugares fechados.
Times Square iluminada
-Times Square: Muita gente, muita luz, muita informação, é demais! Vá a noite! Vá de dia! Eu amo a Times Square. Dá pra perceber pelo número de exclamações usados, rs...
- HighLine:Era onde o trem passava e virou uma
passagem/parque de concreto. Começa no MeatPacking District e cruza uma parte da
cidade. Acho que é a cara de Nova Iorque e mostra como eles adaptam qualquer
espaço. Uuma mistura de gente passando, alguns sentados em banquinhos
comendo, alguns músicos, algumas barraquinhas de comidas e bugigangas, algumas
flores... Tudo isso numa passarela que te dá uma vista linda da cidade e passa dentro de prédios.
- WashingtonSquare:Para sentar no final da tarde tomando um
sorvete da Amorino.
- Central Park: Ande um pouco, sinta-se dentro
de um filme e deite na grama após uma visita ao Metropolitan, por exemplo. Aproveite para tirar um cochilo, para tirar muitas fotos, tirar foto com a estátua da Alice (amo!), para observar as crianças correndo. É de se apaixonar pelo verde no meio de uma verdadeira selva de pedras.
- Battery Park: Aqui encontramos esquilos! E ficamos muito tempo brincando e fotografando os bichinhos. Um parque
lindo! E lá também fica uma escultura chamada "The Sphere", que por 30 anos ficou no World Trade
Center e após o ataque foi transferida para esse parque. Do outro lado do parque tem uma estátua chamado "The Universal Soldier", que é um monumento que homenageia os soldados que participaram da Guerra da Coréia, que durou de 1950 até 1953.
- New York Aquarium: fica em Coney Island, no Brooklyn. É um pouco longe de Manhattan. Mas se você gostar de aquários, sugiro que dê um pulo lá para ver arraias, tartarugas, tubarões, pinguins e antes ou depois do passeio comer no Nathan's ou Totonno's.
- 9.11 Memorial: Quando fomos era aberto ao público, não sei se agora é pago ou não. É um lugar extremamente pesado e, ao mesmo tempo, bonito. Não dá pra explicar muito sem ir lá e sentir o clima. - Grand Central Terminal: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", "Os Vingadores", "Madagascar", "Homens de Preto", "Eu sou a lenda"... Nunca viu nenhum desses filmes? Todos eles tem a estação como cenário. Em 2013 completou 100 anos, é linda e merece muito ser visitada! Não esquece que nela tem uma Magnolia Bakery e em frente tem o Pershing Square com as panquecas de blueberry deliciosas :) Ah, e lá também tem uma Apple Store. Preciso nem falar mais nada sobre!
- Harlem: num domingo procure uma Igreja por
lá, mas fique atento pois algumas igrejas só
deixam turistas participarem dos serviços (cultos) das 11h ou outro horário. As Igrejas Batistas
estavam cheias quando fomos e optamos por uma Metodista que tinha um coral bem tradicional. PS: Uma opção para quem quer conhecer uma Igreja é
a Brooklyn Tabernacle, não fomos, mas li muito sobre ela, conheço algumas músicas e tenho vontade de voltar um dia e conhecer, dá pra ouvir
o coral deles no YouTube. E já que é pra falar de Estados Unidos, o próximo post será sobre compras. Porque até eu, pessoa super controlada e não consumista, me rendo um pouquinho aos outlets e lojas de lá :)
Como disse no post anterior, comida é coisa séria na nossa família. E, por favor, nada de viajar e comer só em redes que já existem no Brasil. Confesso que fico com um pouco de raiva quando vejo alguém que viaja para um lugar e não come nada típico. Entendo que cada um conhece seu corpo e as restrições dele, mas vamos combinar que MCDonald's e Starbucks não são a solução pra isso, a não ser, é claro, que você more numa cidade que não existem esses restaurantes, aí é a desculpa de falar: "não tem na minha cidade, mas eu fui em Nova Iorque", rs! Ou se você é mega ultra fã das redes, se joga! Eu sou... então confesso que já fui neles, mas não me limito a eles. Certo? Então, prepara pra morrer de vontade, salivar bastante e já marca quais sabores você quer desvendar na sua viagem para Nova Iorque :)
Hot Dog:
Primeiro hot dog de rua em NY :)
- De rua: Li inúmeras vezes: "você não esteve em NY se não comeu um cachorro quente na rua" e, olha, é verdade. Quando você pede um, você se sente dentro de um filme. Eu acho delicioso, é bem diferente do nosso aqui no Brasil, vale a pena a experiência.
- Gray's Papaya: foi o melhor para mim! Se você assiste How I met Your Mother, talvez lembre da cena do réveillon que eles estão numa limusine, sem ter pra onde ir e o que comer e se lembram do hot dog da lanchonete, é uma delícia e super barato. Vá e peça uma Piña Colada (eles vendem uma versão sem álcool, bem docinha) para acompanhar :) Tire fotos e me faça inveja.
- Nathan's Famous: quando chegar em Nova Iorque, vai perceber que todo estabelecimento sempre é intitulado como o "melhor hot dog/burguer/pizza/pasta". Foi assim com o Nathan's, fui esperando o melhor de todos, mas acabei apenas comendo um gostoso cheese dog, porque o meu preferidinho ainda é o do Gray's Papaya. Não estou te dizendo pra pular o restaurante, porque vale pela história, afinal são quase 100 anos de existência e em Coney Island, localizada no Brooklyn e é casa do primeiro Nathan's, é realizado o Hot Dog Eating Contest, a competição para ver quem come mais lanches! DICA: vá ao restaurante no dia que for conhecer o New York Aquarim.
Donuts:
O café da manhã está na esquina
- Tome café da manhã na rua e peça um (os carrinhos estão em vários lugares) donut. O café deles é meio ruim (aguado, eu prefiro o mais forte, sempre), escolha um suco de maçã (acho mais gostosos do que os daqui, nem sei se tem diferença ou eu criei isso) para acompanhar. Café da manhã barato, gostoso e prático.
- Dunkin Donuts (tem em muuuuitos lugares) e é bem gostoso. Aqui em São Paulo tinha quando eu era pequena eu amava os donuts de lá e ter essa oportunidade foi quase como voltar à infância. Pede um bavarian por mim!
Starbucks:
- Um em casa esquina. Sua desculpa para ir lá é usar o wi-fi free e a principal: banheiros bons. Ok, não só por isso, os muffins de banana, blueberry e chocolate são deliciosos. E eu amo o café de lá, mas se na sua cidade já existe uma franquia de Starbucks, tente conhecer novos lugares na cidade. De todo o jeito, é sempre uma boa pedida, vai...
Hambúrguer:
- Burger Joint: DELÍCIA. Com 10 dólares você come um hambúrguer fantástico e refrigerante (não me pergunte o porquê, mas prefiro a coca aqui do Brasil, então lá eu sempre preferia sprite ou pepsi). Só aceita dinheiro e você talvez tenha que aguentar uns minutos em pé numa fila básica. Vale a pena? Vale! Por quê? Pense em uma lanchonete espelunca atrás de uma cortina dentro de um hotel chique. É o meu preferido da vida até o momento. Se já comeu algum melhor, me fala, por favor! DICA: ir lá depois de uma visita ao MoMA (Museu de Arte Moderna), fica pertinho e você ganha tempo no seu dia.
O melhor fast food da vida
-Five Guys: é uma rede fast food, então tem em vários lugares. Lá o refrigerante é refil e você escolhe os acompanhamentos para qual base escolher (burguer, cheese burguer ou bacon cheese burguer). Eu gosto de ficar do lado esperando para ver a montagem do hambúrguer, é tão bem feito (pense que é um restaurante fast food) e eu sempre escolho os ingredientes básicos: alface, tomate, cebola e maionese!
Simples e gostoso
- White Castle: conhecido por ter sido o primeiro "Fast Food". Com 7 dólares você come 4 hambúrgueres pequenos + batata + refrigerante (não é refil).
Restaurantes:
- Eataly: Vá com tempo, por favor! É um mercadão italiano com entrada pela Quinta Avenida. Com 13 dólares, você come um penne DIVINO. Eu nunca fui pra Itália, então acredito em quem já foi pra lá e diz: "é o melhor lugar onde você vai comer comida italiana fora da Itália". Peça a salada caprese de entrada e morra de amor, sério. E a pizza é uma coisa que eu não consigo nem descrever. Quando eu disse para você ir com tempo, falei sério mesmo. Motivo? Uma diversidade incrível de molhos, massas e temperos. Eu não fui boba e trouxe para o Brasil pra garantir a macarronada de domingo, faça o mesmo :)
- Gallagher's Steak House: peça o Sirloin Steak (The New York Strip).Vai ser uma refeição um pouco mais cara, mas garanto que vale a pena cada centavo. Se quiser comer uma boa carne, vai lá. Não é obrigatório, mas se tiver tempo, dinheiro e vontade, vai com tudo!
- Famous Famiglia: não é "parada obrigatória" mesmo! E essa pizza criou intriga na família, era um dizendo que era boa, outro dizendo que era a pior coisa da vida... Mas se passarem por uma e estiverem com vontade de comer uma pizza bem gordurosa (pelo menos pela experiência) vale a pena. Peça as clássicas de mussarela ou pepperoni. Não diga que eu não avisei, hein? É super gordurosa, mas se quiser se sentir num filme (isso vai acontecer em vários lugares em Nova Iorque) pede um pedaço de queijo, molho de tomate e óleo e se acabe!
- Totonno's: pizzaria que fica no Brooklyn, só vale a pena a visita se você tiver algo planejado em Coney Island, que é onde fica o local. A verdade é que se você vai ao Eataly e come uma pizza marguerita de lá, todas as outras ficam meio "bleh"... DICA: outro possível lugar para comer caso você visite o New York Aquarium.
- Katz's Delicatessen: famoso sanduíche de mostarda com pastrami que dá orgasmos (quem viu o filme When Harry met Sally sabe a fama do sanduíche). Ah, o sanduíche é grande e gostoso. Grande meeesmo, viu? Quando entrar na deli, escolha as mesas longe da parede, as centrais (que são as que não tem garçom e mais baratas, você só vai ter que ir no balcão fazer o pedido).
- Soup Man: sopas, sopas, sopas! Fomos numa época de calor e eu admito que fiz uma cara feia ao pensar na hipótese de tomar sopa naquele calourão, mas valeu a pena, foi muito bom e se você assistia Seinfeld é obrigatório ir lá! No soup for you! :P
Doces:
- Magnolia Bakery: #SexAndTheCityFeelings! Pede um cupcake de Red Velvet, é o mais gostoso! Outra pedida é o pudim de banana, bem gostoso e docinho. Tem em vários lugares. Fomos na do Rockefeller Center (quando for visitar o Top of The Rock ou loja da Lego ou Nintendo ou qualquer coisa na região) e também tem uma no Grand Central Terminal (para aproveitar o dia que estiver por lá).
- Pershing Square Cafe: peça as panquecas de blueberry (salivei só de lembrar, jogue o mapple syrup em cima e SEJA FELIZ )e os egg's bennedicts. Esse lugar é tão especial, eu meio que "enchi o saco" dos cunhados e marido, porque necessitava de boas panquecas, aí com a ajuda do Foursquare, o cunhado descobriu as panquecas e olha... que saudade! Eu comi os dois pratos e fiquei TÃO CHEIA que não almocei. O waffle também é muito saboroso. Suco de maçã e smothies são ótima pedidas para acompanhar, nem arrisquei pedir o café fraquinho. DICA: antes ou depois de tomar café por lá, passe no Grand Central Terminal, você vai se sentir num filme. É demais pra tirar fotos e ficar olhando. Ah, lá dentro tem uma Apple Store e uma Magnolia Bakery.
- Jacques Torres: não sei se é o melhor chocolate quente do mundo (como dizem), mas garanto que foi o melhor do meu mundo. Peça um cookie pra acompanhar. Saudades, chocolate quente cremoso delícia.
- Ladurée: filial da francesa loja conhecida pelos macarons deliciosos! Eu nunca tinha experimentado um macaron na vida, fui logo comer um da Laduree. Nunca mais comi um macaron sem comparar com o de lá. #chatinha #fresca #desculpasociedade
- Bouchon Bakery: tem macarons gostosos (o de baunilha conseguiu ser melhor que o da Laduree, mas só o de baunilha, palavra de comilona!). Quando fui também comi um sanduíche de atum bem saboroso e comprei uma coca-cola de garrafa de alumínio, trouxe como souvenir para o Brasil e hoje ocupa um lugarzinho especial na minha mesinha de casa :) DICA: tem uma pertinho do Rockefeller Center
Sorvetes:
- Amorino (filial da sorveteria francesa): Sorvete de chocolate! Sim, porque eu sou o tipo de pessoa que sempre pede o mesmo sabor. Amei o de chocolate deles :) DICA: fica perto da Washington Square. Vale a pena visitar a praça, ficar sentado conversando, fotografando e vendo a tarde acabar.
- Grom (filial da sorveteria italiana): não deixe de experimentar o de limão siciliano, coco e pistache. Foi a única sorveteria da minha vida que não pedi para um sorvete de chocolate e não me arrependo nem um pouco. Melhor sorvete do meu mundo, quero agora! Dá uma olhada no site e veja onde tem a sorveteria. DICA: tem um carrinho da Grom perto do Central Park! :P Ainda faltam os museus que visitamos e os lugares onde fizemos compras, mas as comidinhas são sempre as melhores coisas de uma viagem pra mim. O que mais li em blogs sobre a cidade que não pára é que cada um faz a sua do seu jeito. Nova Iorque surgiu na minha vida numa fase que eu precisava de algo novo e mudou muito meu jeito de ver e sentir o mundo ao meu redor. Fui feliz lá, fui mais feliz depois que voltei de lá, sou e estou feliz agora quando lembro de lá e me inspiro nela pra sonhar com meu próximo destino :)
De 2012 para cá, passei a acompanhar alguns blogs de viagens. Em junho viajei com marido para um final de semana em Campos de Jordão e não queria passar sufoco na viagem e comecei a pesquisar o que fazer e comer por lá. Foi a primeira experiência que tive em organizar viagem. Em 2010, por exemplo, viajamos para Cabo Frio e sabia pouco da cidade, do que comer e do que fazer por lá. A viagem foi ótima, mas sinto que se tivesse pesquisado mais, teríamos aproveitado infinitamente melhor as praias e tudo que a Região dos Lagos tem a proporcionar.
Pesquisar blogs de viagem me ajudou não só nos destinos que fiz desde então, mas também me fez ver a necessidade de se estabelecer um roteirinho básico sempre. Pode parecer chato, mas eu garanto: pesquisar vai ser prazeroso e você vai começar a sonhar e se empolgar com as cores e os sabores que descobrirá na cidade escolhida :) Mas a primeira viagem totalmente roteirizada que fiz foi para Nova Iorque em setembro de 2012. Viajei com marido e cunhados. A Talita Ribeiro (que escreve nos blogs: Viagem e Voo e Jornalistas que correm), minha cunhada, é alucinada por viagens. Ela e o irmão, meu marido, amam a estrada como poucas pessoas que já conheci nessa vida. Com ele aprendi que a melhor coisa de poder ir para lugares mil é poder ter para quem e para onde voltar. E foi com ela que peguei a mania de pesquisar freneticamente sobre os lugares a serem visitados e, mais do que isso, aprendi que a viagem começa muito antes de você embarcar para seu destino. Fizemos um super roteiro do que queríamos conhecer, onde queríamos comer (isso é coisa séria nessa família) e quando viajamos já sabíamos qual museu ficava perto de tal restaurante e por aí vai. Depois da viagem várias amigas pediram dicas do que fazer, aí escrevi um e-mail com os lugares que visitamos e minhas impressões sobre eles. Minha maior felicidade foi ver que cada uma aproveitou de um jeito especial. A Juliana e a Cláudia se apaixonaram pelo Five Guys, a Angela me fez inveja com as panquecas do Pershing Square e a Fran se jogou no melhor chocolate quente do (meu) mundo no Jacques Torres. Decidi compartilhar as dicas aqui no blog. Não sei quem vai ler aqui e se vai ajudar alguém, mas sei que Nova Iorque é um destino especial pra muita gente e o que aprendi é que cada um tem/faz a sua Nova Iorque. Em breve postarei todas as dicas que mandei para minhas amigas e espero que ajude de algum jeito a viagem de alguém :)
"- O que está acontecendo? Nunca vi esse seu lado..."
"- Não mesmo, ninguém viu. Nem eu", ele pensou apenas, não teve a coragem ou o saco pra dizer isso, apenas virou as costas, sem hesitar, sem olhar para trás.
Sempre tão racional, Henrique não acreditava que estava, de fato, largando tudo. Mas pensou bem... "Tudo? Larguei apenas o emprego dos sonhos... dos outros". Tirou a gravata que o apertava, entregou o terno para aquele senhor que estava sempre em frente ao prédio da empresa, pegou seu carro, ligou o som no volume mais alto possível, nem lembrava que o som era tão potente assim. Cantou, chorou, riu, gritou, ficou em silêncio, cantou de novo, chegou em casa... Ninguém para dar satisfação. Os pais moravam no interior desde que se aposentaram, os irmãos todos casados e ele, sempre tão focado no trabalho, tinha tudo o que sempre quis, mas nada do que sempre desejou.
"Vou viajar", disse pra si mesmo. Pegou o passaporte, tirou a poeira da capa, viu que as folhas estavam lotadas de carimbos... "Que coisa, não me lembro de ter conhecido todos esses países". Pegou o telefone e ligou pra única pessoa que ele sabia que o entenderia. Depois te contar toda a história, ela apenas disse: "Mas você não conheceu nada mesmo, estar num lugar não significa que você conheceu ou desvendou o que passava ao seu redor. E agora... vai fazer o quê?". Antes que ele pudesse dar a resposta, ela disse: "Estou passando aí em 1 hora. Esteja pronto. Caio no mundo contigo". Ela desligou e ele ficou lá. Durante meia hora, ficou parado sem entender nada. Saiu do transe quando o telefone tocou e ela disse: "Minhas malas estão prontas, estou saindo de casa".
Correu pro quarto, antes de fazer a mala, sentou perto da cômoda e começou a escrever. Ele não sabia ainda o motivo pelo qual escrevia aquela carta, não sabia se entenderiam como um ato de coragem ou como apenas um de seus delírios tantos. Cansado das mesmas coisas e pessoas, ele aceitou dar um respiro de tudo. Ia se jogar no mundo, colocar uma mochila nas costas, sacar todo o dinheiro da poupança e, sem o medo de antes, cair na estrada. Ela iria com ele. Ela, a mais corajosa de todas, a mais bonita, a melhor amiga... Demoraram anos, mas ele realizaria o sonho que eles partilhavam quando adolescentes. Anos depois ele disse sim para o convite que ela havia feito numa noite quente de novembro: "Vem comigo?".
Ela, o sossego dele. Ele, o sufoco dela. E eles se acompanham, finalmente.
"You’ve gotta live your life While your blood is boiling Those doors won’t open While you stand and watch them"
é a vida, sabe? a vida e seus altos e baixos. a vida e suas feridas. a vida e suas feridas não cicatrizadas. se o medo dela é que antes de cicatrizar arda muito. meu medo é que a ardência pare e não sare. mas a gente ri e lembra que tudo sara. a gente ri do tempo. ri das nossas tristezas. ri dos tapas na cara que a vida dá na gente. e aí chora um pouquinho ao lembrar que os tapas doem bastante. chora, engole sapos, seca as lágrimas e ri de novo. porque nosso riso é melhor e mais forte que qualquer problema, que qualquer ferida. vai passar, eu sei. vai passar, ela sabe. a gente sabe que nada é eterno. "para sempre por um triz". a tristeza, minha cara, não é eterna. felicidade é terna. é isso que a gente procura. vai demorar. vai arder. mas a gente vai limpar as feridas e elas vão cicatrizar. e aí elas vão ficar como marcas do que fomos, do que ainda somos e do quanto sempre seremos felizes. tudo sara. né?
Depois que fiz o primeiro ato de gentileza, minha vida mudou muito. Comecei a pensar mais no outro, passei a cobrar menos das pessoas, a entender melhor e a me doar mais ainda. Quem me conhece, sabe que uma das coisas que mais me dá prazer é servir e amar, não me importo em "perder" tempo cuidando de quem eu amo, porque vejo que estou ganhando e não perdendo nada. A questão é que, quase sempre, a gente espera algo em troca. Eu esperava muito algum retorno, fosse um "obrigado", um beijo, um abraço, um bilhete, um sorriso... Mas as coisas devem acontecer naturalmente. E quando acontecem valem muito mais a pena.
Ontem foi o dia de conhecer o Ekoa Café, alguns amigos já tinham visitado o lugar e me falaram sobre o simpático lugar. Tudo lá é muito gostoso, com gostinho de comidinha feita na hora. Fui com Helena, a melhor amiga do colegial e irmã que escolhi para a vida, e nos apaixonamos pelo ambiente, que já está na minha lista de melhores lugares de São Paulo.
Primeira coisa que fiz foi perguntar sobre o café compartilhado e fiquei muito feliz ao receber uma pequena xícara com uma das minhas bebidas prediletas (viciada em café em tratamento) e um bilhete. Pode parecer simples demais, pode parecer pequeno demais, é apenas um cafezinho com um recadinho, pra que achar que isso é grande coisa? Pelo simples motivo que alguém foi lá e separou um minuto do seu dia para escrever um bilhete para um total desconhecido. Meu dia tinha sido difícil, mas uma simples gentileza me trouxe um sorriso bobo.
Retribuí o ato deixando um café com palavras carinhosas e desejando que a pessoa tivesse um dia leve, doce e muito abençoado. Espero que as palavras façam alguém feliz hoje. O dia triste se apagou da minha mente, a noite ficou longa com a melhor amiga e conversamos horas sobre as palavras que recebemos, nossos sonhos, nossos erros, nossas histórias que se cruzam sempre. O mais engraçado é que cada uma recebeu o que precisava ler naquele dia! Eu precisava de um café para aquecer o meu dia que cinza e ela precisava lembrar de viver a vida em sua plenitude.
PS: Infelizmente, fiquei doente e por quase três semanas fiquei visitando hospital, fazendo exames, acabei realizando uma cirurgia e fiquei afastada de minhas atividades. Logo, dei uma pausa no projeto para cuidar um pouco de mim. Essa semana voltei e já estabeleci metas, voltarei a escrever sobre! :) #gentilezageragentileza
Semana atípica. Que começou com uma ligação ruim e termina esperançosa. E, no meio dessa semana, algumas doses de emoções necessárias, conversas há muito adiadas, olho no olho e abraço no final.
Porque "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar"*. E o que eu sou e tenho não é o que o outro é e tem. E ninguém é melhor ou pior por isso, cada um vem carregado com suas próprias histórias, suas paletas de cores e sabores, seus desejos e suas limitações.
É estranho sentir paz depois de tanto caos. Mas é prazeroso se reconhecer no outro, ver que somos todos tão jovens e que temos pouco tempo (ou todo tempo do mundo?) pra viver nossos sonhos.
Do amanhã eu espero mil coisas, mas não sei quais delas se realizarão. Só me resta sonhar, criar coragem, ser valente, ser guerreira, como sempre. Tenho medo? Sim. " - Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo? - Essa é a única maneira de um homem ser valente"**.
Mas como ouvi esses dias: "talvez essa seja sua maior decisão e no futuro o que foi ruim não fará nem reflexo na sua sombra". E minha decisão é ser feliz.
Palavras de conforto normalmente vem de onde menos esperamos.
Amém.
* O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
** As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos - George R.R. Martin
Segunda-feira começou com algumas novidades. Consegui realizar mais uma coisinha da minha "Lista de sonhos de 2013". Sim, sonhos. Porque eu não faço mais planos depois que descobri que sou tão ansiosa que já planejo minha vida para os próximos 30 anos, no mínimo. Depois de quebrar um pouco a cara com todos os planos não realizados e expectativas frustradas, resolvi mudar o foco e viver um dia de cada vez!
No final de 2012, escrevi todos os sonhos que teria que correr atrás em 2013. Alguns posso falar e já consegui realizar: voltar para o inglês, ler dois livros por mês, ter sábados sabáticos e, o último, começar a academia. Foi isso que aconteceu na segunda-feira. E o que um sorriso tem com isso? Tudo. Simplesmente tudo. Porque não é fácil acordar cedo, deixar a preguiça de lado, ir para a academia, treinar por mais de uma hora e depois se arrumar para ir trabalhar. Sair do trabalho e duas vezes por semana ir para o inglês. Após estudar e exercitar a mente, chegar em casa arrumar tudo e fazer uma comidinha gostosa. Nada disso é fácil, mas se eu resolver encarar todas as responsabilidades e desejos com um sorriso no rosto, tenho certeza que o fardo será mais leve. "Se o que eu sou é também o que escolhi ser, aceito a condição".
No meu aniversário decidi que meu lema seria diferente esse ano: "Sorrir mais, soltar gargalhadas. Deixar para trás o que me entristece". A vida dá muitas voltas, é cheia de altos e baixos, sou repleta de responsabilidadea em casa, na rua, no trabalho, na escola... Saber lidar com tudo isso de uma forma sadia é o que fará a diferença em 2013.
Desafios, possibilidades, sonhos de 2013: continuem surgindo. Encaro tudo com um sorriso :)
*Texto de hoje inspirado nesse post da querida Sam Shiraishi que alegrou minha segunda-feira e reforçou o lema de que é preciso sorrir mais, dar mais gargalhadas, mesmo sem motivo aparente:
Edredon. Iogurte grego com nutella. Calvin e Haroldo. Essas eram minhas companhias no sábado de manhã. O sol estava quente lá fora, mas um possível resfriado começava a aparecer e o frio era maior que tudo.
No celular, a mensagem da paulista-carioca, minha gêmea invertida*: veio do Rio pra Sampa e o almoço estava reservado pra mim. O projeto dos sábados sabáticos voltava a ativa.
Combinamos de nos encontrar na estação Consolação e depois de muito "sobe e desce" de escada, conseguimos nos achar.
A única parada do dia foi um passeio de gordinha: Tubaína Bar. Meu lugar preferido de São Paulo, o bar fica na Augusta, vende todas as tubaínas do mundo e tem coxinha de feijão. Um lugar que a coxinha é feita de massa de feijão e tem recheio de bacon não pode ser ruim. Sempre falo do Tubaína para todo mundo e já levei marido, amigos da faculdade, melhor amiga, mãe e irmãos. Além dos refrigerantes com sabor de infância e da coxinha de feijão, o cebiche de lá (feito com Sain Peter) é muito gostoso e pra mim tem um quê de "comfort food", já que uma amiga peruana fazia os quitutes de seu país para meus irmāos e eu quando éramos menores.
O queijo coalho com mel de engenho é uma boa pedida também e me lembra as férias passadas em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Pena que Veronica e eu não fomos tão gordinhas assim pra pedir a porção. Pra finalizar, o melhor bolo que já comi: macio, com calda quente de chocolate e raspas de cenoura em cima. Ah, devidamente acompanhado por uma café passado na hora e com gostinho de café da tarde de casa de mãe. É impossível não ser feliz numa cidade que te oferece tantos pequenos e deliciosos prazeres. E estar com uma das pessoas mais engraçadas que já conheci, faz o passeio ficar ainda melhor :)
Como o bar fica pertinho da Paulista, depois andamos pela avenida que mais tem a cara de São Paulo, conversando sobre o passado, rindo do nosso presente e sonhando sobre o futuro, mas sem muitos planos, porque no fundo gostamos de nos surpreender com o mundo ao nosso redor. A melhor coisa de ter uma amiga como Veronica é aprender sem julgar, ensinar sem ser julgada. As diferenças nos formam, nos fazem mais plenas, mais verdadeiras e, sempre, mais felizes.
*Veronica é minha gêmea invertida de estado, ela nasceu em SP e foi criada no RJ e eu nasci no RJ e criada aqui. Temos crises existenciais parecidas, TPMs alucinantes, gostamos de tortuguitas, temos biquínis iguais, temos muuuuitos irmãos (ela tem bem mais que eu), somos jornalistas que trabalham como produtoras e amamos televisão e, ah, somos perdidas e desastradas... isso explica como nos perdemos sempre nos metrôs da vida.
Toda vez que quis algo com afinco, o que eu tanto queria não surgiu. Mas quando relaxei, ela veio como uma bandeja nas minhas mãos. A questão é: pra vivermos a plenitude de certas coisas, precisamos relaxar e parar a procura alucinante. Aparecerá quando menos esperamos.
Não estou dizendo que devemos parar de lutar pelo o que queremos, que não devemos confiar no nossa intuição quando sentimos que algo está fora de controle, mas a verdade é que não adianta perder o sono por isso, não adianta perder a fome por isso. E, pra quem me conhece, sabe que perder a fome é algo realmente muito grave. Eu não posso mandar no dia de amanhã, mas hoje sei que nunca mais ninguém e nada vai me fazer perder a minha linda fome e o prazer de comer bem.
De todas as lições que aprendi e estou aprendendo nos últimos meses, as mais importantes são que eu não posso controlar o tempo, não posso controlar o que as pessoas fazem por mim ou contra mim, não posso viver uma vida esperando que uma verdade (que eu tanto quero ouvir e ver) aconteça. É letra de pagode, mas pode ser adaptado pra lema de vida: "deixa acontecer naturalmente".
(Arte: http://ecomh.com.br/)
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"Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo..." Filipenses 3:13-14
Sou feita de esquecimentos, deve ser por isso que eu preciso dizer eu te amo todo dia. Sou feita de falta de memória, minha infância e adolescência são fragmentadas dentro de mim. Não lembro muito, sempre me sinto perdida nas conversas entre irmãos e primos.
Lembro de pequenos gestos, de algumas cores, de poucas pessoas e lugares.
Lembro de um moletom rosa que eu tinha e que eu estava vestida com ele quando saí com meu meu pai uma vez, eu devia ter uns cinco anos, nós estávamos passando em frente ao Corpo de Bombeiros da Praça da Sé, eu não lembro para onde íamos e de onde saímos, mas eu lembro do sorriso dele pra mim depois de eu ter falado alguma coisa boba. Deve ser por isso que eu gosto de sorrisos.
Eu sou feita de fragmentos de dias ruins. E por mais que eles tentem, nunca me dominam. Minha mãe estava com câncer, operou e quando chegou da cirurgia, estava dizendo meu nome. O enfermeiro contou que na hora que ela acordou da anestesia, ela acordou e me chamou. Já no quarto, cansada, chorou um pouco e dormiu enquanto eu cantava pra ela. Desde então, eu sempre canto quando estou triste. E a tristeza passa.
Eu sou feita das histórias que me contam. Meus três irmãos me contam as peripécias que aprontávamos e eu lembro de pouca coisa, junto o que cada um, com sua diferente visão me conta e crio minha própria lembrança. Talvez seja por isso que eu gosto de ouvir todos os lados de uma mesma história, só assim eu consigo criar a minha.
Eu sou feita de dedos longos, braços compridos e tortos (sim, meu braço é torto, bem esquisito), sou feita de abraços. Lembro do dia que conheci meu marido, mas não lembro do dia que ele me deu o primeiro abraço, só sei que são nos braços dele que eu quase sempre fico bem, apesar de tudo. Deve ser por isso que eu acho um abraço muito mais íntimo que um beijo.
Eu sou feita de esquecer. Diariamente vivo coisas pela primeira vez. Deve ser por isso que eu preciso ouvir eu te amo todo dia.
*** Tenho amor, não tenho memória. (Fabrício Carpinejar)
Quando a gente anda sempre em frente, não pode mesmo ir longe... (Antoine de Saint-Exupéry: "O Pequeno Príncipe")
Incrível. Todo esse tempo eu estava pensando em "seguir em frente e ser feliz", mas esqueci do mais importante. Esqueci que nessa vida nunca tive um caminho reto e exatamente por conta disso, aprendi tanto. Foram os altos e baixos das trilhas que me fizeram ser quem sou. E mesmo que nem sempre feliz, sempre fui aprendiz e quem assume que está aprendendo, assume, também, que pode e deve errar, que pode e deve descansar, que pode e deve acreditar em dias melhores, que pode e deve aprender com tudo e com todos, mesmo aqueles que, na teoria, você deveria querer longe.
O legal de ser aprendiz é ver que se você errou o caminho, se virou a direita e viu que não era lá que gostaria de estar, pode voltar atrás e seguir em frente ou para a esquerda, pode ficar parado e observar por um tempo. A parte chata de ser aprendiz é que na vida nem tudo dá pra ser resolvido com um simples retorno e, às vezes, são essas coisas que (re)definirão todo o caminho e companhia que teremos pela frente.
Minha vida foi e está sendo redefinida por tantos caminhos que escolhi. Alguns fazem eu ter muito orgulho da mulher que me tornei, outros fazem eu pensar que poderia ter sido melhor, outros, ainda, fazem eu sentir saudade de todas as coisas boas que já vivi e ter vontade de me inspirar sempre mais, para poder viver sempre mais. Minha vida foi e está sendo redefinida diariamente, também, por todas as escolhas que as pessoas próximas a mim fizeram. E essa é grande sacada final: os caminhos que trilhamos sempre nos mudam, sempre mudam o mundo a nossa volta. Afinal, "toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar".