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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Coisas que o dinheiro não paga

A primeira coisa que pensei quando cheguei na Times Square foi: "WOW". Não tem como ter outra reação. É muita luz, muita informação, muita gente, muitas lojas, tudo é muito. É estranho pensar que a Times Square é um dos meus lugares prediletos de lá. Eu não sou muito fã de muitas luzes, me dá um pouco de dor de cabeça, mas lá tudo ganha um clima diferente e, veja bem, logo você entra no clima. Existem muitas coisas que dinheiro nenhum paga, conhecer uma cidade, um país e pessoas diferentes são exemplos disso. E em relação às coisas que o dinheiro pode pagar, já adianto: se planeje. Compras nos Estados Unidos fazem parte da viagem. Não precisa gastar muito, mas é bom se preparar para comprar algumas coisinhas que valem a pena.

Na Times Square se você quer comprar maquiagem boa e barata (comparando com o Brasil, claro), passe na MAC ou na Sephora (lembrando que lá a loja não vende maquiagem da MAC igual acontece aqui no nosso país). Fui muito bem atendida nos dois lugares, acho bom ressaltar isso porque eu não manjo nada de maquiagem e nas lojas recebi assistência em tudo que pedi e precisei. Sem contar que podia experimentar tudo na hora. Bem pertinho de lá tem outras duas lojas incríveis pra voltar a ser criança: Disney Store e Toys "R" Us. Eu queria todos os brinquedos, simples assim. Idade mental de, sei lá, 10 anos? Talvez. Mas é bom voltar a ser criança de vez em quando! As lojas MM'S e Hershey's são ótimas pra comprar lembrancinhas e pra comprar doces que não encontramos aqui no Brasil. Eu trouxe um saco de MM's de diversos sabores pra deixar na minha mesa de trabalho. E a minha loja preferida de lá: Forever 21. Vestidos lindos por preços bem convidativos, se você, como eu, não liga pra "comprar roupas de marca", aposto que vai gostar bastante de lá. É uma loja enorme e merece uma visita!

Existem dois outlets que normalmente as pessoas que viajam para Nova Iorque costumam ir: Woodbury Commom Premium Outlets e Jersey Gardens. Nós optamos pelo segundo. Que é mais próximo da cidade (mesmo ficando em New Jersey) e fácil de chegar indo de ônibus que sai do Port Authority Bus Terminal.O outlet de New Jersey tem as principais marcas a preços bons e você ainda pode pegar um cupom de descontos passando na Concierge Desk. Para conseguir ainda mais descontos baixe o aplicativo RetailMeNot ou acesse o site para entender como funciona. Quando você perceber que sua compra saiu pela metade do preço, vai ver como valeu a pena :)

Nova Iorque foi um destino incrível, tenho noção de que faltaram muuuuitos lugares bacanas pra conhecer, mas não tem problema! Volto em breve, já está na lista de "coisas a fazer". 2012 foi o ano em que mais viajei e 2013 não está sendo diferente, conheci Orlando e Miami e em breve escrevo sobre. Novas cidades sempre nos trazem novos ares, novos desafios e são apaixonantes. Minha dica? Não espere pra fazer uma viagem internacional, comece viajando na sua própria cidade, faz um sábado sabático, desbrave o mundo ao seu redor. É a melhor coisa, o melhor investimento a se fazer :)

PS: Sobre viajar, leia esse texto. Espero que desperte em você a vontade de conhecer lugares novos, pessoas novas e que você entenda que existem coisas que dinheiro nenhum paga :)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Os encantos da cidade que não dorme

Quando pesquisava sobre a viagem para Nova Iorque ano passado, cada pessoa colocava alguma atração como obrigatória. Não teria como eu conhecer tudo em dez dias, mas amei cada escolha que fizemos. E tenho uma lista enorme de lugares para visitar das próximas vezes que voltar a cidade. Sim, eu quero, preciso, desejo visitar outras vezes Nova Iorque :)

- City Pass
Principais atrações de NY por US$ 106 dólares :)
Nós não usamos e agora não lembro direito porque, mas se informe sobre o City Pass, acho que pode ser uma boa opção. Mas a Rapha, do blog Rapha no Mundo já usou e contou sobre lá no blog dela. Aliás, o blog dela foi um dos que mais me ajudaram a sonhar com Nova Iorque. Vale a pena a visita :)

Uma noite no museu
- Museu de História Natural: é sugerido um valor para você pagar, ou seja, você pode entrar sem pagar nada, eu paguei o valor integral, porque acho sinceramente que vale a pena. De qualquer forma, é uma das atrações que o New York City Pass dá entrada. Eu queria muito conhecer esse museu, quem já assistiu Friends, sabe da fama do museu por causa do personagem Ross Geller. O Museu de História Natural é enorme, tem quatro andares, uma coleção de fósseis incrível. Fica perto do Central Park e é parte do cenário Uma Noite no Museu. 

- Metropolitan Museum of Art (também MET ou Metropolitan). Mesma coisa do Museu de História Natural em relação ao preço, você pode pagar quanto quiser. É lindo demais! Meu museu predileto. A parte egípcia é bem bacana, tem esculturas lindas. Tem quadros de Mondrian, Miró e Picasso. O jardim no no terraço é aberto ao público e vez em quando tem exposições lá também!

MoMA: Tem Monet, Matisse, Picasso e Mondrian. Antes de ir, pensava que se por acaso tivesse que escolher entre ele, o de História Natural e o MET, cortaria o MoMA sem dó nem piedade, mas me apaixonei por esse museu e pelo Jardim das Esculturas (do lado de fora e que rende lindas fotos). "Estou exatamente onde deveria estar", é a frase que eu penso quando lembro desse jardim. Por alguns minutos sentei afastada e fiquei observando tudo ao meu redor e pensando o quão abençoada eu era de conhecer um lugar novo. É um dos meus jardins secretos pelo mundo, para entender o que é um jardim secreto, clique aqui.

'Big lights will inspire you'
- Top of theRock: observatório que fica no Rockefeller Center. Vá no final da tarde (antes de escurecer) e vá tirando foto da cidade até a noite, enquanto as luzes se acendem. Ver Nova Iorque de cima é uma coisa linda e única. Sem contar que escolhendo ir nesse observatório, você consegue uma foto linda com o Empire State de fundo, o famoso prédio com mais de 100 andares e um dos símbolos da cidade.

- Estátua da Liberdade: O passeio em si é chatinho, mas eu aconselho ir nem que seja uma única vez. Por quê? Você terá lindas fotos da Brooklyn Bridge, novas torres do World Trade Center, da linda Manhattan e da própria estátua. E também acho interessante ir por causa do símbolo que a estátua é.

- Intrepid: Meu lado moleque ficou louco nesse museu aero espacial! Compre o ticket que dá direito a entrada no Growler (submarino). Se for claustrofóbico, vá só ao museu, não aconselho ir no submarino, eu descobri da pior forma que odeio lugares fechados. 

Times Square iluminada
-Times SquareMuita gente, muita luz, muita informação, é demais! Vá a noite! Vá de dia! Eu amo a Times Square. Dá pra perceber pelo número de exclamações usados, rs...

- HighLine: Era onde o trem passava e virou uma passagem/parque de concreto. Começa no MeatPacking District e cruza uma parte da cidade. Acho que é a cara de Nova Iorque e mostra como eles adaptam qualquer espaço. Uuma mistura de gente passando, alguns sentados em banquinhos comendo, alguns músicos, algumas barraquinhas de comidas e bugigangas, algumas flores... Tudo isso numa passarela que te dá uma vista linda da cidade e passa dentro de prédios. 

- WashingtonSquare: Para sentar no final da tarde tomando um sorvete da Amorino.

- Central Park: Ande um pouco, sinta-se dentro de um filme e deite na grama após uma visita ao Metropolitan, por exemplo. Aproveite para tirar um cochilo, para tirar muitas fotos, tirar foto com a estátua da Alice (amo!), para observar as crianças correndo. É de se apaixonar pelo verde no meio de uma verdadeira selva de pedras. 

- Battery Park: Aqui encontramos esquilos! E ficamos muito tempo brincando e fotografando os bichinhos. Um parque lindo! E lá também fica uma escultura chamada "The Sphere", que por 30 anos ficou no World Trade Center e após o ataque foi transferida para esse parque. Do outro lado do parque tem uma estátua chamado "The Universal Soldier", que é um monumento que homenageia os soldados que participaram da Guerra da Coréia, que durou de 1950 até 1953.

- New York Aquarium: fica em Coney Island, no Brooklyn. É um pouco longe de Manhattan. Mas se você gostar de aquários, sugiro que dê um pulo lá para ver arraias, tartarugas, tubarões, pinguins e antes ou depois do passeio comer no Nathan's ou Totonno's.

- 9.11 Memorial: Quando fomos era aberto ao público, não sei se agora é pago ou não. É um lugar extremamente pesado e, ao mesmo tempo, bonito. Não dá pra explicar muito sem ir lá e sentir o clima.

- Grand Central Terminal: "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", "Os Vingadores", "Madagascar", "Homens de Preto", "Eu sou a lenda"... Nunca viu nenhum desses filmes? Todos eles tem a estação como cenário. Em 2013 completou 100 anos, é linda e merece muito ser visitada! Não esquece que nela tem uma Magnolia Bakery e em frente tem o Pershing Square com as panquecas de blueberry deliciosas :) Ah, e lá também tem uma Apple Store. Preciso nem falar mais nada sobre!

- Harlem: num domingo procure uma Igreja por lá, mas fique atento pois algumas igrejas só deixam turistas participarem dos serviços (cultos) das 11h ou outro horário. As Igrejas Batistas estavam cheias quando fomos e optamos por uma Metodista que tinha um coral bem tradicional. 
PS: Uma opção para quem quer conhecer uma Igreja é a Brooklyn Tabernacle, não fomos, mas li muito sobre ela, conheço algumas músicas e tenho vontade de voltar um dia e conhecer, dá pra ouvir o coral deles no YouTube. 

E já que é pra falar de Estados Unidos, o próximo post será sobre compras. Porque até eu, pessoa super controlada e não consumista, me rendo um pouquinho aos outlets e lojas de lá :)


segunda-feira, 1 de julho de 2013

01 de julho

Poesia em forma de música. Palavras soltas no papel. E todas as delicadezas de sonhos antigos que voltam à tona. Olhar o tempo passar pela janela nunca foi tão simbólico. É inverno em São Paulo. E metade do ano se foi. Julho mal começou e é impossível não pensar que agosto está chegando e com ele algumas lembranças pesadas. 

Mas é melhor pensar no que está sendo e não no que foi ou será. Julho começa e traz esperanças tantas. Hoje faz frio, a madrugada foi chuvosa e barulhenta, sonhos agitaram o sono, mas é pela manhã que tudo se faz novo. Eu voltaria atrás pra avisar à menina Sara que tudo está valendo a pena. Apesar de. Tudo está valendo a pena hoje. 


"eu olhei a tristeza nos olhos
e sorri"

***

quinta-feira, 26 de março de 2009

Efeito Borboleta

Aí você pára e pensa: será mesmo que gostaria de mudar alguma coisa? Tirar uma linha dessa história doida, doída, sentida, sem sentido? Será que se, realmente, você pudesse mudar alguns fatos, desfazer algumas coisas, você faria? Será que um simples ato que tivesse sido cometido de outra maneira, mudaria a ordem e a dor dos fatos de hoje?
Será que você trocaria tudo o que é por aquilo que gostaria de ser? Não, não é?

Quando a gente é pequeno, a gente teima em idealizar (mesmo que nem conheça essa palavra direito) a família perfeita. Você pega todos os defeitos da mãe, do pai, dos irmãos, dos tios e primos e simplesmente sonha que se você pudesse re-criar um novo cenário e enredo para a sua vida, você jogaria todos esses defeitos fora e viveria, por exemplo, numa casa onde todos torcem para o mesmo time, onde você pode tomar coca e comer chocolate o tempo que quiser, onde você possa não brigar com aquela sua prima que teima em usar o vestido igual ao seu na virada do ano novo e depois inventa que você falou mal dela e por aí vai. Você sonha com um lugar perfeito. Sem altos ou baixos, apenas uma trilha reta, sem voltas, curvas ou obstáculos.
Mas, no fundo, você sabe que isso é impossível. Então, você torce para que quando você crescer, você encontre algo perfeito. Que você aprenda a viver perfeitamente e que não repita os erros cometidos no passado.

Aí você cresce. Você vive tudo novo, de novo. E nada é aquilo que você sonha, nada é aquilo que você espera. É tudo muito mais. Muito mais intenso, muito mais sincero, muito mais real, muito mais bonito até, muito mais feio e podre também, muito mais tanta coisa que você já nem consegue entender.
Você estuda, dá o melhor de si para ser uma boa pessoa, começa a conhecer novas pessoas, viaja para lugares bonitos, vive intensamente cada dia.

Depois de muito tempo (ou nem tanto assim) você lembra de todos os sonhos que você tinha, de toda a família que você sempre idealizou e daquela que você realmente teve. Lembra que todos os momentos que passou com sua mãe são fantásticos e que quando você tiver uma filha quer dar o nome cheio de graça para ela e deseja que ela seja aquela que traga felicidade, assim como você foi a princesa que um dia nasceu e brilhou na vida de um casal apaixonado. Lembra que, juntamente com seu irmão chato, você construiu castelos de caixinhas de perfumes e cabanas e palácios de cobertas, edredons e afins. Lembra que com a irmã de cabelos cacheados lindos, você brincou de contar estrelas, você arrumou mil apetrechos para enfeitar as madeixas e por aí vai. Lembra que, depois de um tempão, Deus deu a oportunidade de vocês escolherem aquele que seria um mega-ultra-super irmãozinho do coração. Depois de todas essas memórias e outras tantas... Você vê que, com certeza, a família real e cheia de defeitos é bem melhor do que a ideal.

Quando você cresce o bastante para poder querer construir uma nova família (aquela que será ‘sua’, que você construirá junto com alguém que escolheu para amar). Junto com aquele menino bonito que você escolheu e deixou-se ser escolhida para amar, vem uma bagagem muito importante. Vem um sorriso bonito no cantinho da boca e mais diversas coisas bobas e sérias: palavras sussurradas ao pé do ouvido, conversas por horas na madrugada, declarações e confissões de tudo (ou quase tudo) que ele já foi e fez nessa vida, lembranças de um passado sentido. Ele conta para você todas as coisas verdadeiramente marcantes da vida dele.

Ele sempre foi o preferidinho da avó que preparava para ele miojo, hambúrguer, bolinho de chuva e arroz à grega. Ele lembra das saídas fantásticas que fazia com o pai pelas ruas da cidade de São Paulo e na voz dele, você percebe uma certa nostalgia, um clima de saudade daquilo que um dia ele foi e uma vontade enorme de constituir uma família bendida. Ele te conta que não parece quase nada com a mãe, pelo menos não fisicamente, mas que ele a admira com toda a força que tem e não entende o porquê de tanta coisa que aconteceu, mas o coração dele é bom e ele ama a mãe incondicionalmente e que ele quer ter um pouco da garra que ela tem um dia, aliás ele se acha bem parecido com ela nesse aspecto. Ele fala da irmã linda, com personalidade forte tanto quanto a dele, mas, ao mesmo tempo bem diferente dele, mas, ainda assim, muito especial e amada e mãe de duas crianças fantásticas. Um menino sapeca demais que, sim, precisa de uns puxõezinhos de orelha, vez em quando e quase sempre, mas dono de uma inteligência fantástica; uma menininha danada, moleca, levada da breca, com um nome forte, com lábios carnudos, com cabelos lisos e cachichos nas pontas, com sorriso gostoso e cheirinho delicioso.
Ele lembra, com uma emoção enorme, daquele dia na torre... A vez em que abraçou com tanta força e aliviou o choro daquela que é não é irmã de sangue dele, mas que ele considera muito chegada e quase como uma irmã por opção mesmo.
Ele conta as histórias com um quê de realismo fantástico do avô que já quase matou patrão com a peixeira e por aí vai...

Lembra e compartilha com você esses momentos vividos num quintal mágico e cheio de fantasias mas, ao mesmo tempo, muito sério e sincero, sentido e real... Um quintal que hoje já não mais abriga os sonhos e tantas coisas bonitas do passado, mas que ele ainda acredita que será um palco para as outras mil gerações. Você já se sente parte dele, literalmente. Ele conta para você os detalhes da trajetória confusa e complexa que seguiu até hoje e que, inevitavelmente, você começa a admirar e tentar entender, mesmo que seja muito, mas muito difícil. Mas aí você lembra que entender é muito pequeno e que não vale a pena perder o encanto de certas coisas, mesmo que isso pareça fantasioso demais.

terça-feira, 10 de março de 2009

Do amor incondicional



Ainda que não existisse mais nada nesse mundo, haveria o Amor. E mesmo se tudo existisse e por mais importante que esse 'tudo' fosse, de nada valeria se não existisse o Amor. E é nesse Amor que eu creio, é para esse Amor que eu vivo, foi esse Amor que me escolheu muito antes de eu o escolher. Um Amor puro. Bonito. Singelo. Um Amor que luta por mim. Que sorri para mim. Que pula de alegria porque eu existo, que dança comigo, que me ensina mesmo quando eu não quero, que me levanta do chão quando eu, pela milésima vez, erro e bato cabeça na parede. Esse Amor é tão profundo que nada nesse ou em qualquer outro mundo se compara. Nada é mais importante daquilo que o Amor sente por mim. E eu amo esse Amor. Eu quero. Anseio. Necessito. Sempre e sempre mais.
Esse Amor me acalma durante a tempestade, me alegra na dificuldade, me embala no colo como um pai amoroso e eu, filha teimosa e por vezes ingrata, tendo a achar que não mereço o Amor. Mas o Amor me lembra que eu existo porque Ele quer, que Ele me mantém aqui porque tem planos maiores e melhores para mim. E não adianta explicar o milagre do Amor. Porque, como dizem, 'milagre não se explica, se vive'. E eu vivo um milagre novo diariamente. Eu tenho esse Amor do meu lado para a eternidade. E eu sei que o Amor é de verdade.

"Deus é amor"
(I João 4:8)

Escrito no dia 16/05/2008