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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da beleza de um dia cinza

Decidi há pouco tempo que não gostava mais de dias cinzas. Logo eu, uma apaixonada pela cidade mais cinza do Brasil. Mas ontem, no meio de um domingo extremante cinza em São Paulo, eu olhei para a janela e admirei aquele dia que estava com uma cor-quase-cor. Não é claro e lindo como um dia ensolarado e nem fechado e, também, lindo como um dia de temporal. É um dia cinza e eu estava feliz e amanda aquela cor na minha selva de pedras.

Caiu a ficha.

O dia estava cinza ontem. E era um dia bonito. Talvez os dias cinzas mexeram muito comigo porque meu coração estava fechado para todas cores, inclusive a cor cinza. Parando pra pensar na beleza de um dia como ontem, percebi que quem eu sou e como estou define como vejo o mundo ao meu redor. As coisas se acertam com o tempo. O dia estava maravilhoso e eu estava com meu vestido novo azul e minhas unhas vermelhas. Eu estava feliz. Podem aparecer mais vezes, dias cinzas.

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar
(Marcelo Jeneci - "Felicidade")

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Do constante acreditar

Naquela noite nem muito fria, nem muito quente, a frase do mocinho mexeu com meu coração: "take a leap of faith". Engraçado. Vejo sinais em tudo e todos. E as respostas vem de onde menos espero: a frase de um livro, o diálogo num filme, o texto escrito há anos que parecia sem sentido na época, em anotações no diário, em sonhos e nas palavras do desconhecido que parece me conhecer melhor que eu mesma.

"Take a leap of faith" é uma expressão que surgiu na minha vida há um tempo. Eu dei o salto na época e pouca coisa mudou. Dou outro agora? Ou deixo de acreditar? Talvez seja isso: eu sou uma pessoa de fé. Mesmo quando o outro não merece, mesmo quando eu não mereço mais sofrer ao confiar. Sou feita de acreditar. "Mar calma nunca fez bom marinheiro". Pode chegar em mim, tormenta. Depois de você é que vem a bonança.

Que assim seja.

***

 - Talvez meu filme não tenha acabado - digo, porque às vezes os cineastas enganam o público com um falso final ruim, e bem quando você acha que o filme vai acabar mal, algo dramático acontece, o que leva ao final feliz.
(O Lado Bom da Vida - Matthew Quick)