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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O sol nasce para todos


Nascer do sol - Praia da Maranduba/SP - 19/01/14

Antes eu só queria ver o pôr do sol, talvez porque eu só quisesse ter a sensação de que o dia estava acabando: "menos um", eu pensava. Não fazia questão de acordar muito cedo para caminhar ou olhar pela janela e ver como o dia começava, com a lua se escondendo de um lado e sol brilhando de outro.

Em uma viagem recente, no entanto, percebi que tudo mudou. Entendi que é preciso ver o lado bom de tudo. Saber apreciar o sol nascer e ir dormir, saber entender e respeitar que todas as fases são importantes. Aprendi a olhar o sol acordar, às vezes acordo mais cedo só para olhar para o lado de fora, sorrir e agradecer pelo dia que começa.

Se antes eu só queria que o dia terminasse, hoje a felicidade bate só de ver um dia começando e pensar: "mais um". Sem peso ou medo do que o nascer ou o pôr do sol vai me trazer, aprendi que as cores formadas no céu não importa se é cedo ou tarde, sempre colorirão um pouco mais minha vida.

***

"Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e lembro de continuar tentando" (O Lado Bom da Vida - Matthew Quick)


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da beleza de um dia cinza

Decidi há pouco tempo que não gostava mais de dias cinzas. Logo eu, uma apaixonada pela cidade mais cinza do Brasil. Mas ontem, no meio de um domingo extremante cinza em São Paulo, eu olhei para a janela e admirei aquele dia que estava com uma cor-quase-cor. Não é claro e lindo como um dia ensolarado e nem fechado e, também, lindo como um dia de temporal. É um dia cinza e eu estava feliz e amanda aquela cor na minha selva de pedras.

Caiu a ficha.

O dia estava cinza ontem. E era um dia bonito. Talvez os dias cinzas mexeram muito comigo porque meu coração estava fechado para todas cores, inclusive a cor cinza. Parando pra pensar na beleza de um dia como ontem, percebi que quem eu sou e como estou define como vejo o mundo ao meu redor. As coisas se acertam com o tempo. O dia estava maravilhoso e eu estava com meu vestido novo azul e minhas unhas vermelhas. Eu estava feliz. Podem aparecer mais vezes, dias cinzas.

Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar
(Marcelo Jeneci - "Felicidade")

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Do constante acreditar

Naquela noite nem muito fria, nem muito quente, a frase do mocinho mexeu com meu coração: "take a leap of faith". Engraçado. Vejo sinais em tudo e todos. E as respostas vem de onde menos espero: a frase de um livro, o diálogo num filme, o texto escrito há anos que parecia sem sentido na época, em anotações no diário, em sonhos e nas palavras do desconhecido que parece me conhecer melhor que eu mesma.

"Take a leap of faith" é uma expressão que surgiu na minha vida há um tempo. Eu dei o salto na época e pouca coisa mudou. Dou outro agora? Ou deixo de acreditar? Talvez seja isso: eu sou uma pessoa de fé. Mesmo quando o outro não merece, mesmo quando eu não mereço mais sofrer ao confiar. Sou feita de acreditar. "Mar calma nunca fez bom marinheiro". Pode chegar em mim, tormenta. Depois de você é que vem a bonança.

Que assim seja.

***

 - Talvez meu filme não tenha acabado - digo, porque às vezes os cineastas enganam o público com um falso final ruim, e bem quando você acha que o filme vai acabar mal, algo dramático acontece, o que leva ao final feliz.
(O Lado Bom da Vida - Matthew Quick)